Prisão de chefe da Rocinha pouco abala o tráfico no Rio

Prisão de chefe da Rocinha pouco abala o tráfico no Rio

Desde a madrugada, os policiais iniciaram a operação, mas só depois das 6h é que os agentes começaram a entrar nas comunidades, já que antes eles precisaram destruir barricadas montadas pelos traficantes nas ruas de acesso aos morros. Ele foi o responsável por intensos confrontos na comunidade da Zona Sul em setembro.

Segundo a Polícia, este grupo dava proteção ao traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, que conseguiu fugir do cerco policial naquela época. Ele também não quis responder sobre de quem era a casa onde Rogério estava escondido.

Os agentes contaram que o traficante foi encontrado inicialmente em uma casa que já estava sendo monitorada pela polícia. Ele deu o nome de Marcelo de Souza Silva, mas como não tinha documentos, os policiais perguntaram sobre o nome do pai da moradora, que ele não soube dizer. Não adiantou. Os policiais sabiam quem ele era.

A partir daí, como caiu em contradição e vendo que estava perdido chegou a falar que tudo poderia ser resolvido em 20 minutos, ou seja, que ofereceria propina para que fosse solto.

Após a prisão de Rogério, moradores relataram intenso tiroteio na Rocinha. Pelo Twitter, o órgão informou que recebeu 434 denúncias contra o ex-aliado de Nem da Rocinha em 2017. O Portal dos Procurados oferecia uma recompensa de R$ 50 mil por informações sobre o acusado. Um efetivo de 2,9 mil homens das Forças Armadas, membros das polícias Civil, Militar e Federal, participam da operação nas comunidades. A ação também tem a participação de equipes da Polícia Civil, da PM, da Força Nacional e da Polícia Federal.

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