PGR denuncia Geddel, irmão e mãe por lavagem e associação criminosa

PGR denuncia Geddel, irmão e mãe por lavagem e associação criminosa

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) indenização de R$ 51 milhões, por danos morais coletivos, e perda dos bens da família Vieira Lima e das empresas.

A acusação de que os dois servidores trabalham para a mãe do parlamentar se baseiam nas acusações feitas pelo ex-assessor Job Ribeiro Brandão, que colabora com as investigações, e documentos que comprovariam o repasse de parte dos salários recebidos a integrantes do clã Vieira Lima.

Dodge, em manifestação anterior, havia apontado Geddel como "líder de organização criminosa" e havia dito que ele fizera "muito em pouco tempo".

A apreensão dos R$ 51 milhões ocorreu em setembro deste ano durante diligência da Operação Cui Bono, que apura se Geddel participou do esquema de corrupção instalado na administração da Caixa Econômica Federal.

R$ 51 milhões foram encontrados em apartamento em Salvador
R$ 51 milhões foram encontrados em apartamento em Salvador

BunkerA Operação Tesouro Perdido partiu de uma denúncia anônima por telefone no dia 14 de julho de 2017. "Após essa data, o montante de 42 milhões de reais (10,9 milhões de euros) e cerca de 2,5 milhões de dólares (2,1 milhões de euros) foi transferido em malas e caixas para um apartamento no bairro da Graça, em Salvador", descreve-se no comunicado. Ele disse que devolvia 80% do salário aos irmãos, além de contar e guardar dinheiro vivo em grandes quantidades para o ex-ministro e para o deputado federal.

A PF concluiu que o dinheiro pertence a Geddel, e foi Lúcio Vieira Lima quem providenciou o apartamento onde as malas seriam guardadas.

DefesasA reportagem tentou contato com a defesa de Geddel e com a assessoria do deputado Lúcio Vieira Lima, mas ainda não obteve retorno.

Os advogados de Job Ribeiro e Gustavo Ferraz também não se manifestaram.

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