Lula lidera corrida para 2018; Bolsonaro em 2º lugar

Lula lidera corrida para 2018; Bolsonaro em 2º lugar

A nova pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste sábado (2) mostra o ex-presidente Lula (PT) com 34% dos votos, em primeiro lugar, seguido do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 17%, no cenário estimulado, quando o eleitor recebe nomes dos candidatos e escolhe um deles.

Marina Silva (Rede) está em terceiro lugar, com 9% dos votos, acima do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do ex-governador Ciro Gomes (PDT-CE), ambos com 6%.

O Datafolha ouviu 2.765 pessoas entre os dias 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A pesquisa tem margem de erro de 2% para mais ou para menos. A constatação coincide com o momento em que o PSDB tenta emplacar o nome do governador Geraldo Alckmin como o candidato das forças de centro no pleito de 2018, contrapondo-o aos extremos da esquerda e direita, personificados respectivamente em Lula e Bolsonaro, na visão dos tucanos. No que apresenta o maior número de nomes, Lula aparece com 34% dos votos, seguido por Bolsonaro, com 17%. Lula venceria todos os adversários no segundo turno. Logo em seguida aparecem Joaquim Barbosa (5%), Alvaro Dias (3%), Manuela D'Ávila (1%), Michel Temer (1%), Henrique Meirelles (1%), e Paulo Rabello de Castro (1%). Todos os outros pontuam de 1% para baixo. A opção "ninguém" tem 19% das intenções, e aqueles que não sabem afirmar em que candidato votariam, 46%. Neste cenário, Alckmin segue com 9%, tecnicamente empatado com Alvaro Dias (5%).

O tucano empata tecnicamente com Ciro (35% a 33%) e Marina ganharia de Bolsonaro (46% a 32%).

No caso dos cenários sem Lula apresentados pelo instituto, a liderança passaria para Bolsonaro. Nas simulações sem Lula, o voto em branco ou nulo sobe bastante, de 12%-14% para de 25% a 30%. Um possível substituto para Lula - que corre o risco de virar ficha suja nas próximas eleições por causa dos seus problemas com a Justiça -, o ex-prefeito Fernando Haddad, alcançou apenas 3% nesse cenário.

Em um eventual segundo turno, o embate mais "difícil" para o ex-presidente seria contra Marina Silva, da Rede (48% a 35%).

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