Justiça determina prisão de Cristina; decisão precisa passar pelo Senado — Argentina

Justiça determina prisão de Cristina; decisão precisa passar pelo Senado — Argentina

Senadora poderá perder imunidade parlamentar.A justiça argentina ordenou nesta quinta-feira (07/12) o levantamento da imunidade e a prisão preventiva da ex-presidente da Argentina, a senadora Cristina Kirchner, por alegada obstrução à investigação de um atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), ocorrido em 1994.

A justiça argentina ordenou também a detenção do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Hector Timermann e de vários outros altos funcionários argentinos.

O processo chegou a ser encerrado, mas foi reaberto e está nas mãos do juiz Bonadio - que chegou a ser afastado do caso por "parcialidade" -, e este quer Kirchner na prisão.

A acusação do juiz Claudio Bonadio "é absurda", reagiu Kirchner em conferência de imprensa, acrescentando que "é um excesso quer viola o Estado de direito". O ataque que aconteceu em 1994 deixou 85 mortos.

Kirchner, Presidente entre 2007 e 2015, e alguns colaboradores (entre eles ministros), são acusados de ter conspirado para que os suspeitos do crime, cinco iranianos, ficassem impunes devido à sua actuação anos depois.

Uma carga explosiva foi detonada num prédio onde estavam instaladas várias instituições judaicas, incluindo a associação mutualista Amia. Antes dele, em 1992, 29 pessoas morreram quando uma bomba explodiu em frente à embaixada de Israel em Buenos Aires, em circunstâncias ainda por esclarecer.

Como senadora, no entanto, Kirchner só pode ser presa se o Congresso aprovar a remoção de sua imunidade parlamentar. Em outubro, ela afirmou ser alvo de "perseguição política" do atual presidente, Mauricio Macri.

O parlamento de Teerão nunca adotou o pacto e o documento nunca entrou em vigor.

Kirchner também está indiciada em vários casos de corrupção e de lavagem de dinheiro.

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