Ex-presidente Saleh foi morto, confirma dirigente do partido — Iêmen

Ex-presidente Saleh foi morto, confirma dirigente do partido — Iêmen

Ali Abdullah Saleh foi alvo de um ataque com um lança-rockets e com armas.

O jornal iraniano Al-Alam afirma que o ex-presidente iemenita está morto, porém, a Sky News, afiliados do partido, o Congresso Geral do Povo, desmentiu informações qualificando como rumores a morte de Saleh. Horas depois, um líder do partido de Saleh confirmou sua morte.

Segundo a AFP, a residência do ex-presidente em Hadda foi muito danificada pelos combates.

A morte foi o preço a pagar por Saleh na sequência da sua mudança de posição no conflito, ao trocar no último fim de semana a aliança forjada com os Houthi por uma aproximação à Árábia Saudita, que lidera a coligação anti-rebelde no Iémen desde 2015. O ex-presidente Ali Abdullah Saleh era apoiado por uma coalizão internacional liderada pela Arábia Saudita, que acusa os rebeldes houthis de obter apoio do Irã.

Em 2014, ele se aliou aos rebeldes houthis, que são xiitas e têm apoio do Irã, para assumir o controle de Sanaa.

No sábado, Saleh declarou que estava disposto a abrir "uma nova página" com os sauditas, que se tornaram seus inimigos nos últimos anos.

Homens leais a rebeldes xiitas houthi entoam gritos de guerra em confronto com forças pró-governo em Sanaa- Hani Mohammed  AP
Homens leais a rebeldes xiitas houthi entoam gritos de guerra em confronto com forças pró-governo em Sanaa- Hani Mohammed AP

Pressionado pelas Primaveras Árabes do Médio Oriente para pôr fim à sua ditadura de 33 anos, foi forçado a abandonar o poder em 2012 e cedeu o seu lugar ao vice-presidente, Abd-Rabbu Mansour Hadi, que teve o apoio das potências regionais árabes e dos Estados Unidos. Para ele, Sanaa está sob "influência persa".

Neste momento, intensificam-se os combates na capital.

De acordo com fontes militares pró-governo em Marib, sete batalhões receberam a ordem de se dirigir para a capital pela frente leste.

Entretanto, o primeiro-ministro Ahmed ben Dagher anunciou que o atual presidente vai oferecer amnistia a todos os que deixem de colaborar com os Huthis.

A guerra no Iémen já causou mais de 8.000 mortos e cerca de 58 mil feridos desde 2015, segundo a ONU, que identificou no país "a pior crise humanitária do mundo".

A Arábia Saudita alertou os civis para ficarem longe das zonas rebeldes.

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