EUA e Coreia do Sul iniciam exercício militar conjunto

EUA e Coreia do Sul iniciam exercício militar conjunto

Os exercícios militares conjuntos de larga escala entre EUA e Coreia do Sul, iniciados nesta segunda-feira (4), incluem caças furtivos (com tecnologia "stealth", que os deixa praticamente ocultos nos radares inimigos) dos modelos F-22 Raptor, F35-A e F35-B, modernos aviões de guerra de quinta geração.

As aeronaves F-22 e F-35 estão entre as 230 enviadas pelos EUA e pela Coreia do Sul - que dão apoio a 12 mil soldados durante os exercícios de combate aéreo batizado "Vigilant Ace" (Vigilante de Gelo, em tradução livre), que estão programados para finalizar na próxima sexta-feira (8).

Pequim havia proposto trocar a suspensão do exercício pela dos testes de mísseis, mas nenhum dos lados acatou a ideia.

O jornal Rodong do Partido único no poder na Coreia do Norte denunciou essas manobras. "É uma provocação aberta, em todos os níveis, contra a Coreia do Norte, que poderia resultar em uma guerra nuclear a qualquer momento", afirmou a publicação em um editorial.

No sábado (2), o Ministério norte-coreano das Relações Exteriores acusou a administração de Donald Trump de "querer a guerra nuclear a qualquer custo" com a simulação aérea. "Se acontecer um teste nuclear subterrâneo, será necessário estar preparado para uma resposta muito séria dos Estados Unidos", advertiu o senador republicano Lindsey Graham durante entrevista. "(...) Acho que está na altura de reitirar os americanos da Coreia do Sul", sublinhou. Assessor nacional de segurança, o general H.R. McMaster disse em entrevista à rede Fox News no domingo que os EUA poderiam "tomar conta da" questão da Coreia do Norte ao "fazermos mais nós mesmos".

Segundo a cadeia televisiva norte-americana CNN, fontes oficiais de Pyongyang e Washington sublinham que a hipótese de guerra está a crescer.

Os programas nuclear e balístico da Coreia do Norte registaram grandes avanços desde a chegada de Kim Jong-un ao poder, em dezembro de 2011, apesar das várias sanções impostas ao país pela ONU.

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