Economia do Brasil cresce 0,1% no terceiro trimestre do ano

Economia do Brasil cresce 0,1% no terceiro trimestre do ano

Em relação ao igual período do ano passado, o crescimento foi de 1,4%.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou em seu Twitter o resultado do PIB divulgado nesta 6ª feira (01.dez.2017) pelo IBGE.

“Embora os resultados do trimestre mostrem aumento da ocupação e redução na fila da desocupação, os números são desfavoráveis em relação ao ano passado”, disse o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo. Segundo, a demanda doméstica foi forte no terceiro trimestre de 2017, com altas de 1,2% do consumo das famílias (se mantendo firme mesmo após o fim do saque das contas inativas do FGTS) e de 1,6% da formação bruta de capital fixo, reforçando a perspectiva de recuperação gradual. A taxa de poupança foi de 15,2%, frente aos 14,9% do mesmo período de 2016.

Na esteira da melhora, o setor de serviços teve alta no terceiro trimestre deste ano, de 0,6%, frente ao trimestre imediatamente anterior. A indústria cresceu 0,8%, influenciada pelas indústrias de transformação (1,4%) e extrativa, (0,2%) e os serviços avançaram 0,6%, diante do resultado positivo do comércio (1,6%). As demais mantiveram-se praticamente estáveis: Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (0,1%) e Construção (0,0%). Santander e Itaú continuam esperando alta de 0,8% mas já anunciaram que o viés agora é de alta - o banco espanhol vê possibilidade de o número chegar a 1,1%.

O Valor Adicionado a preços básicos aumentou 1,2% e os impostos sobre produtos líquidos de subsídios cresceram 2,5%. A alta de 1,6% do comércio na comparação com o segundo trimestre foi a maior entre todas as atividades nessa base de comparação.

Dentre as atividades industriais, Indústrias extrativas (5,4%) e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (2,0%) apresentaram crescimento. A despesa de consumo das famílias variou positivamente em 0,4%, em oposição à despesa de consumo do governo, com recuo de 0,6%. Analisando-se o setor externo, as Importações de Bens e Serviços apresentaram expansão de 3,9%, enquanto que as Exportações de Bens e Serviços cresceram 4,0%.

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