Comité Olímpico da Rússia banido dos Jogos Olímpicos de Inverno

Comité Olímpico da Rússia banido dos Jogos Olímpicos de Inverno

A Rússia foi banida da Olimpíada de Inverno de Pyeongchang em 2018, depois do surgimento de evidências de doping generalizado, mas alguns de seus atletas terão permissão para competir sob a bandeira de "atleta olímpico da Rússia", informou o Comitê Olímpico Internacional nesta terça-feira. A competição vai ser disputada enter os dias 9 e 25 de fevereiro.

Para o presidente do Comité Olímpico, Thomas Bach, a Rússia merece um castigo tão pesado (e inédito na história dos Jogos) não apenas pelo carácter sistemático do programa descrito por Rodchenkov, mas também pelo comportamento das autoridades russas, nos Jogos Olímpicos de Inverno por si organizados em 2014 em Sochi.

Nesse sentido, e olhando para os Jogos de Pyeongchang, não será exibida a bandeira da Rússia, não será tocado o hino do país e não será concedida acreditação a nenhum representante do Ministério do Desporto russo. "Em minha opinião, é preciso verificar o que se esconde por detrás dessa decisão, e essa investigação deveria ficar a cargo de países neutros, de modo a assegurar a lisura da verificação".

"Trata-se de um ataque sem precedentes contra a integridade dos Jogos Olímpicos e do desporto". A entidade também anunciou o banimento do vice-primeiro-ministro russo Vitali Mutko, encarregado dos esportes no país.

O COI, após acompanhar todos os processos, decidiu por sanções proporcionais ao sistemático processo de manipulação para proteger os atletas limpos.

O COI segue assim, dois anos depois, o exemplo dado pela Federação Internacional de Atletismo (Iaaf), que suspendeu a federação russa em 13 de novembro de 2015 após a revelação de um esquema de doping acobertado pelas autoridades russas no atletismo.

As conclusões apresentadas nesta terça-feira em Lausanne, na Suíça, diante dos 14 membros do comitê executivo e do presidente Bach são acachapantes para a Rússia. No fim, somente o atletismo puniu com dureza a Rússia, que acabou viajando ao Brasil com uma delegação bem menor do que o esperado (276 dos 387 atletas previstos).

As últimas semanas no desporto russo foram marcadas pela desqualificação de mais de vinte atletas pelo uso de doping durante os Jogos de Inverno de 2014, em Sochi. O momento é delicado para Putin, que protagonizará as eleições presidenciais no país em março de 2018.

Se porventura algum atleta russo for excecionalmente autorizada a participar, fá-lo-á a título individual, com um equipamento neutro e qualquer medalha que eventualmente ganhe não será atribuída à Rússia.

"Um boicote nunca resolveu nada", lembrou Bach, nesta terça-feira.

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