Venezuela considera sanções da União Europeia "ilegais, absurdas e ineficazes"

Venezuela considera sanções da União Europeia

As medidas podem ser revogadas dependendo da reação de Maduro ao pedido de mais democracia no país, acrescentou o comunicado divulgado pelos ministros europeus.

Nesta segunda-feira, 13, a União Europeia decidiu aplicar, por unanimidade, sanções econômicas à Venezuela, incluindo um embargo de armas.

Segundo a União Europeia, as eleições regionais de 15 de outubro "acentuaram a polarização política no país".

Sublinhando que as medidas foram concebidas de modo a não lesar a população venezuelana, cuja situação a UE diz querer aliviar, os chefes de diplomacia da UE esclarecem que as medidas agora formalmente acordadas "consistem num embargo de armas e material relacionado que possa ser usado para a repressão interna, bem como o quadro legal para proibição de viagens e congelamento de bens".

Os 28 ainda não desencadeiam as medidas contra os dirigentes venezuelanos, mas deixam claro que podem ser utilizadas de forma gradual e flexível contra aqueles que não respeitarem os princípios democráticos e o Estado de Direito.

"A responsabilidade primeira para por termo à crise na Venezuela cabe ao país".

"Portugal, como é seu timbre, participou para a formação do consenso da União Europeia".

- Tudo o que fizemos tem como objetivo buscar o diálogo entre o governo e a oposição para encontrar uma solução democrática e pacífica - disse o ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Alfonso Dastis, ao conversar com jornalistas após a reunião que decidiu pelas sanções.

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