Varejo cresce 6% e tem melhor resultado desde 2014 puxada por supermercados

Varejo cresce 6% e tem melhor resultado desde 2014 puxada por supermercados

Das oito atividades de varejo, cinco tiveram alta de vendas.

"A inflação baixa e principalmente a ligeira recuperação do mercado de trabalho leva ao aumento de demanda", explicou a coordenadora da pesquisa no IBGE, Isabella Nunes. Após três meses de queda, o indicador teve alta de 0,3%, com ajuste sazonal, ante setembro e aumento de 10,3% na comparação com outubro do ano passado.

As vendas de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumos foram os principais responsáveis pelo aumento de 0,5% das vendas do varejo entre agosto e setembro, conforme dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Setembro mostra um aumento do ritmo das vendas".

O índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista restrito teve ligeiro aumento 0,1% em setembro, segundo o IBGE.

Também cresceram as vendas de artigos de uso pessoal e doméstico (10,8%), tecidos, vestuário e calçados (11,7%), além de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,3%).

Houve perdas, porém, nos segmentos de combustíveis e lubrificantes (-4,1%), livros, jornais, revistas e papelaria (-6,4%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,0%). No ano acumula alta de 0,4%.

O varejo ampliado teve ainda altas de 0,5% na média móvel trimestral, de 9,3% na comparação com setembro de 2016 e de 2,7% no acumulado do ano. Até o momento, 2017 teve alta acumulada de 0,56%, de acordo com o levantamento. "Alimentos no domicílio estão com deflação de 5,3% (em 12 meses até setembro pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), enquanto a inflação geral está positiva em 2,5% no período", disse Isabella.

Considerando-se também os setores de materiais de construção e de venda de peças e veículos, o chamado varejo ampliado, o volume de vendas teve alta de 1% na comparação com agosto deste ano. "Este ano vem se consolidando como o período de retomada, ainda que tímida, da economia e do poder de compra do brasileiro", avalia em nota Walter Sabini Junior, sócio-fundador da FX Retail Analytics.

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