Uber pagou para ocultar roubo de milhões de dados

Uber pagou para ocultar roubo de milhões de dados

Uma quebra de segurança na plataforma informática do sistema Uber aconteceu em 2016 mas só agora é que o incidente foi revelado. A empresa escondeu este facto durante mais de um ano e, por isso mesmo, despediu esta semana o director de segurança, Joe Sullivan, e um dos seus ajuntos, por terem ocultado o caso, refere a Bloomberg.

A fuga de informação envolveu maioritariamente clientes da Uber de vários países - que a Uber não especifica.

Entre as informações expostas estavam nomes, endereços de e-mail, contas bancárias e números de telefone de passageiros de todo o mundo.

A Uber disse na manhã desta quarta-feira (22) que cerca de 57 milhões de usuários tiveram os dados roubados por um grupo de hacker. Um ano depois, a companhia veio a público para confirmar o ataque, que também resultou no acesso, dos criminosos, a 600 mil placas de carros de motoristas associados à Uber nos Estados Unidos.

Khosrowshahi esclareceu que os especialistas acreditam que os 'hackers' não conseguiram obter informações sobre o histórico de viagens dos utilizadores, cartões de crédito, dados bancários ou da Segurança Social.

Este responsável explica ainda que este foi um caso que "não devia ter acontecido".

"No momento do incidente, tomamos medidas imediatas para proteger as informações e colocar fim ao acesso não autorizado".

O CEO da Uber, esclarece ainda que dois antigos funcionários responsáveis pelo encobrimento deste caso - bem como pelo pagamento de 100 mil dólares aos hackers - já foram afastados da empresa.

Segundo a empresa, os dados devem ter sido apagados e não existem conhecimento de que estejam a ser explorados de qualquer maneira. "Enquanto eu não posso apagar o passado, eu posso me comprometer por cada funcionário da Uber que nós vamos aprender com nossos erros", disse o presidente executivo, que também revelou que só ficou sabendo da invasão agora.

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