Puigdemont é como "qualquer outro cidadão europeu"

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Ele denunciou uma "politização da Justiça" espanhola e garantiu que há "ausência de imparcialidade".

Puigdemont ainda disse que não sabe quanto tempo permanecerá na Bélica e que voltaria "imediatamente" à Catalunha se houvesse garantias de um "julgamento justo e com separação de poderes". "A outra parte do governo e da aliança Juntos pelo Sim continuará a fazer o seu trabalho" na Catalunha.

Vão regressar à Catalunha quando forem dadas "garantias" por parte do governo espanhol, afirma o ex-líder catalão.

Puigdemont garante que a intenção da Generalitat passa por privilegiar a "prudência", o "diálogo" e "evitar a violência", "o que nestas condições era impossível", o que o leva a concluir da "beligerância do Estado espanhol" que "pede 30 anos de prisão para cada um de nós". Esta e muitas mais interrogações rodeiam a crise na Catalunha, onde a vice-primeira-ministra Soraya Sáenz de Santamaría desde sexta-feira, 28, é a nova chefe do governo regional da Catalunha, em vez do destituído Carles Puigdemont.

Outras fontes belgas asseguraram que, até ao momento, não foi feito por Puigdemont qualquer pedido de asilo político, lembrandop contudo que a Bélgica é um Estado de Direito e que os pedidos de asilo são analisados por instâncias independentes.

De sublinhar que Puigdemont partilhou esta manhã publicou no seu Instagram uma fotografia do interior da sede de governo com a seguinte legenda: "Bom dia".

A Suprema Corte da Espanha aceitou a denúncia apresentada pela procuradoria-geral contra a presidente do Parlamento catalão, José Manuel Maza, e outros membros do Legislativo por rebelião, sedição e outros delitos relacionados à declaração de independência.

Segundo o diário francófono Le Soir, o porta-voz do N-VA, Joachim Pohlmann, divulgou hoje à tarde que, se Puigdemont está em Bruxelas, "não é certamente a convite da N-VA", sem, no entanto, confirmar a informação sobre a deslocação do catalão, anunciada por Madrid.

"Seria surpreendente que se pudesse conceder o direito de asilo" a Puigdemont, acrescentou.

Ainda hoje, o Conselho de Ministros reúne-se para falar sobre a situação na Catalunha.

A confirmação do advogado à Reuters de que representa legalmente Puigdemont foi noticiada pelo La Vanguardia e pelo El Mundo - que descreve-o como o "homem que nas últimas décadas defendeu vários membros do grupo terrorista ETA residentes na Bélgica, e impediu que fossem extraditados". Puigdemont, no entanto, não disse se pretende se candidatar.

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