Professores avançam para 'a maior greve da década'

Professores avançam para 'a maior greve da década'

O Governo estará representado pela Secretária de Estado Adjunta e da Educação e a Secretária de Estado da Administração e Emprego Público.

O Governo convocou a Federação Nacional de Professores (Fenprof) para uma reunião de última hora.

"Agora na véspera da ida do sr. ministro [da Educação] à Assembleia da república, é marcada uma reunião para as 17h e, julgamos, que sem a presença do sr. ministro", atirou, "tanto quanto sabemos será com a sra. secretária de Estado".

"Temos muito receio de que, da parte do Ministério da Educação, não haja mais do que uma afirmação genérica que seja claramente insuficiente e pouco esclarecedora relativamente àquilo que são as reais intenções do ministério e do Governo para a garantia deste direito que os professores têm", João Dias da Silva.

Os professores exigem, por exemplo, o descongelamento das carreiras.

"Assim sendo, dificilmente dela sairá outro resultado que não seja a confirmação de que os professores, para serem respeitados, vendo contabilizado o tempo de serviço que prestaram, terão de realizar, amanhã, mais uma greve histórica", remata o comunicado da Fenprof.

O sindicato adesão dos professores à paralisação, numa altura em que, segundo Mário Nogueira, os professores estão "indignados".

Este assunto tem estado na ordem do dia e o próprio primeiro-ministro pronunciou-se sobre ele há duas semanas dizendo que "no caso dos professores, 46 mil vão já progredir em 2018 porque já cumprem os requisitos para poderem progredir" e os que não progridem agora "não vão continuar a marcar passo, porque, a partir 1 de janeiro, volta a contar tempo de serviço, ou oportunidade de realizarem ou completarem outros elementos que contam para progressão".

"Há uma grande indignação dos professores relativamente à forma como o governo pretende descongelar a carreira docente", assegura Mário Nogueira.

"Nem passa pela cabeça de ninguém que, contrariamente ao que acontece em outras carreiras que serão agora descongeladas, no caso dos professores, o tempo de serviço é para apagar", defendeu.

Ller este