Presidente filipino dedica canção de amor a Donald Trump

Presidente filipino dedica canção de amor a Donald Trump

Foi essa a faceta dada a conhecer a Donald Trump, a quem Rodrigo Duterte brindou com uma interpretação de um tema inspirador: "Tu és a luz do meu mundo, a outra metade do meu coração". A canção Ikaw ("Tu") estava a ser cantada por Pilita Corrales, uma artista filipina, quando Duterte se juntou à canção, a mando do líder dos EUA.

No final da sua interpretação - que foi acompanhada de uma banda -, Duterte brincou, dizendo ter cantado "por ordem do comandante-em-chefe dos EUA".

"Os Estados Unidos devem usar sua influência para pedir que Duterte preste contas em matéria de direitos humanos", declarou o diretor da Anistia Internacional para as Filipinas, Jose Noel Olano.

As relações entre Washington e Manila - dois aliados unidos por um acordo de defesa - degradaram-se de forma considerável desde que Duterte foi eleito em junho de 2016. Em julho, Duterte disse que nunca iria visitar os Estados Unidos, que descreveu como sendo "péssimo", e tem procurado alianças com a China e a Rússia.

Questionado pela imprensa sobre a possibilidade de que Trump discuta o tema em seu encontro, Duterte disse ter "certeza de que não falará".

Os apertos de mão tornaram-se uma imagem de marca de Trump no primeiro ano do seu mandato, já que o presidente tem evidenciado uma tendência para "puxar a outra pessoa, batendo-lhe nas costas".

A Polícia Nacional do país (PNF) reconhece que a guerra de Duterte contra o tráfico de droga já fez quase 4000 mortos.

Estima-se que o número total de mortes seja superior a 9.000 se somados os homicídios de supostos toxicodependentes e traficantes atribuídos a indivíduos ou patrulhas de moradores.

Trump hoje às Filipinas, procedente do Vietnã, para participar da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), última etapa de sua turnê de 12 dias pela Ásia. Os dois homens riram juntos quando Duterte chamou "espiões" aos jornalistas.

Rompendo com uma tradição dos líderes norte-americanos, Trump deixou de pressionar líderes estrangeiros em público sobre questões relativas aos direitos humanos.

"A conversa se concentrou no Estado Islâmico, drogas ilegais e comércio". A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse que o tópico foi mencionado brevemente na reunião, sem detalhar se Trump foi crítico.

Já Harry Roque, porta-voz de Duterte, disse que os direitos humanos e execuções extrajudiciais não foram abordados.

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