Polícia Civil se agentes participaram de montagem de dossiês contra Bretas

Polícia Civil se agentes participaram de montagem de dossiês contra Bretas

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, estaria financiando dentro da prisão, uma montagem de dossiês contra o juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

Um grupo de Cabral passou a montar dossiês contra os investigadores. No entanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, acatou o recurso apresentado pela defesa de Cabral e determinou a suspensão da transferência do ex-governador.

A investigação mostra que, no dia 26 setembro passado, seis dias depois de condenado a 45 anos por Marcelo Bretas em um dos processos criminais da Operação Calicute, ocorreram oito consultas de registros de ocorrências sobre o magistrado e a mulher dele, que também é juíza.

Além da investigação da Polícia Federal, a Polícia Civil do Rio informou que sua corregedoria também investigará o envolvimento de servidores num possível dossiê contra Bretas a partir de consultas no sistema de inteligência da instituição. Portanto, pode-se chegar a conclusão de que o juiz estava sendo espionado por Cabral, o que não deixa de ser uma ameaça. Não tem o que falar - afirmou o juiz Marcelo Bretas, se dirigindo à imprensa.

Aos procuradores do Ministério Público Federal, Bretas acrescentou: "Nunca achei que isso [ter a vida investigada] não aconteceria, desde o início" e repetiu uma frase dita no primeiro interrogatório do dia: "Quem sabe não tem um documento (de ameaça) com firma reconhecida no cartório", complementou. No dia 23 de outubro, Cabral citou informações sobre a família de Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, durante uma audiência.

Mais cedo, durante o depoimento do ex-subsecretário de Saúde César Romero, Bretas ironizou a polêmica sobre a suposta ameaça do ex-governador Sérgio Cabral.

Em nota, a defesa de Sérgio Cabral negou o dossiê. "É uma mentira, antes de uma maldade sádica, com claro propósito de criar intriga entre o ex-governador e o magistrado, certamente como forma de incitá-lo a determinar nova transferência para um presídio federal", diz o comunicado.

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