PF desarticula grupo criminoso que atuava no setor de transportes no RJ

PF desarticula grupo criminoso que atuava no setor de transportes no RJ

De acordo com o Ministério Público brasileiro Sérgio Cabral, também do PMDB, uma formação liderada pelo presidente brasileiro, Michel Temer, teria iniciado o esquema de corrupção, desmantelado esta terça-feira, na década de 1990, quando era presidente do Alerj e, posteriormente, foi substituído no comando do esquema de corrupção por Melo e Picciani. Os presos temporários são Felipe Picciani [filho de Jorge Picciani], Ana Claudia Jaccoub, Marcia Rocha Schalcher de Almeida e Fabio Cardoso do Nascimento.

O líder do governo na Alerj, deputado Edson Albertassi (PMDB), também foi intimado a depor, com mandado de prisão coercitiva. O escritor e colunista da Folha de S.Paulo Gregorio Duvivier filmou Jorge Picciani sendo abordado por policiais ao deixar uma aeronave no Rio (o vídeo está disponível em https://www.instagram.com/p/BbeMQ1RlnO1/). São cumpridos também mandados de busca e apreensão na Alerj.

Picciani estava em um voo de Minas Gerais para o Rio de Janeiro quando a operação foi deflagrada, no início desta terça.

A investigação aponta a existência de clara atuação legislativa desses parlamentares em favor dos interesses da FETRANSPOR, indicando também uma grande evolução patrimonial dos envolvidos desde que ingressaram na atividade política; e incompatível com os rendimentos inerentes aos cargos ocupados. A Receita Federal participou das investigações. Antes, ele teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio, responsável pelos desdobramentos da Operação Lava Jato, em primeira instância, no Rio de Janeiro.

Foram detidos em prisão preventiva (sem prazo para liberação) Jacob Barata Filho, empresário do setor, e Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio de Janeiro). Jacob Barata cumprie prisão domiciliar desde agosto.

A petição do MPF, com 232 páginas, resulta de investigações feitas há mais de seis meses, que incluíram quebras de sigilo bancário, telefônico e telemático, acordos de leniência e de colaboração premiada, além de provas obtidas a partir das Operações Calicute, Eficiência, Descontrole, Quinto do Ouro e Ponto Final.

Segundo a PF, o esquema entre empresários, autoridades e políticos teria movimentado mais de R$ 200 milhões.

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