Notas eram de posto de Lúcio, diz Job Ribeiro

Notas eram de posto de Lúcio, diz Job Ribeiro

O ex-assessor parlamentar Job Ribeiro Brandão afirmou em depoimento à Polícia Federal ter recebido do ex-ministro Geddel Vieira Lima elevadas quantias em dinheiro para fazer a contagem manual dos recursos. Isso passou a ocorrer com mais frequência a partir de 2010.

Ribeiro ficou preso dois dias e, em seguida, foi para prisão domiciliar.

Job disse às autoridades que, manuseou, em algumas oportunidades contou dinheiro do Posto de Combustível Alameda da Praia, situada no bairro de Stella Maris'.

O assessor disse para a PF que desconhecia a existência desse apartamento.

O assessor afirmou que não sabia de onde vinha e nem para onde ia o dinheiro.

"O dinheiro era apresentado, em regra, em envelopes pardos e as somas giravam em torno de R$ 50.000,00 e R$ 100.000,00".

"Mesmo ciente das consequências da formalização de suas declarações, inclusive para a própria vida, mas convicto da necessidade de expor a verdade dos fatos, a fim de viabilizar o atendimento do que aqui se pleiteia, o investigado declarou a este causídico que, conforme acordado com os parlamentares, sempre devolveu, em dinheiro, cerca de 80% de sua renda, esclarecendo que, quando o pai do deputado adoeceu, em 2015, passou a devolver 70%, porque, além de suas tarefas habituais, passou a ajudá-lo nos cuidados com a saúde", dizem os advogados de Job Ribeiro Brandão, que trabalhou por duas décadas para a família Vieria Lima e foi exonerado do cargo de secretário parlamentar do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) no dia 25/10/2017.

A ação que descobriu os R$ 51 milhões foi um desdobramento da Operação Tesouro Perdido. Hoje, ele tem 49.

Ele disse ainda que trabalhava para os políticos em Salvador, sendo que existia um escritório que está fechado há mais de um ano e que eram mantidos documentos relacionados as fazendas da família.

Fazendo contas e regras de três para mostrar que a fiança imposta deveria ser menor, de não mais que 13 salários mínimos, a defesa afirma que o "investigado não acumulou patrimônio" e que não procede a manifestação da PGR de que seriaprovável a ocultação de patrimônio pessoal. O apartamento, conforme investigações, é ligado aos irmãos Vieira Lima. O ex-assessor parlamentar chegou a dizer não ter condições financeiras para pagar o valor e pediu que não fosse obrigado a desembolsar nenhum centavo, ou, ao menos, que a quantia fosse estipulada em 3,3 salários mínimos.

Ller este