MPRJ pede anulação de sessão que libertou Picciani

MPRJ pede anulação de sessão que libertou Picciani

Na prisão, o presidente da Alerj conversou com Cabral. O placar, no entanto, foi mais apertado do que o esperado.

O prazo máximo para a licença contínua é de 120 dias.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) determinou a prorrogação da prisão temporária de quatro investigados na Operação Cadeia Velha, incluindo Felipe Picciani. O nome de operação explica a origem do prédio da Alerj, o Palácio Tiradentes, local que abrigou criminosos, prostitutas e escravos que se rebelavam contra as leis da Coroa. "O deputado Edson Albertassi confia na Justiça e estará sempre à disposição para esclarecer os fatos", diz a nota.

No mandado de segurança, o MP alega que o presidente em exercício da Casa na sessão, deputado Wagner Montes, e a mesa diretora teriam desrespeitado "princípios mais basilares do Estado Democrático de Direito" ao impedirem o acesso do público às galerias da Alerj. A medida foi tomada em medida cautelar penal, depois de pedido apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF), que encaminhou ao relator uma listagem com nomes e valores referentes aos bens das pessoas físicas e jurídicas. Antes do MP, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) já havia comunicado a intenção de ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a liberação dos deputados.

Os três deputados, que fazem parte da cúpula do PMDB fluminense, chegaram a passar uma noite na cadeia, mas foram soltos depois que deputados decidiram em sessão plenária revogar as prisões. Segundo ele, o objetivo é se dedicar à sua defesa e de seu filho, Felipe Picciani, que segue preso em consequência das investigações. A empresa teve a conta bloqueada pela Justiça - apesar que arcar com gastos fixos como salário de funcionários, impostos, veterinários e alimentação dos animais.

O presidente da Alerj afirmou, ainda, que aguarda "com serenidade" movimentos que possam levar a um possível pedido de seu afastamento, assim como o de Paulo Melo e Edson Albertassi.

A Alerj ainda não informou se a licença será remunerada.

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