Morre o ex-poderoso chefão da máfia siciliana Toto Riina

Morre o ex-poderoso chefão da máfia siciliana Toto Riina

Foi condenado a 26 sentenças de prisão perpétua por ter "encomendado" mais de cem homicídios, matando ainda 40 pessoas pelas suas próprias mãos - e esteve também por trás de uma série de explosões nas cidades italianas de Roma, Milão e Florença, que provocaram a morte a dez pessoas.

"Com a sua estratégia de massacres sangrentos na Sicília e em Itália. ele [Toto Riina] tornou a máfia visível, com centenas de assassinatos, primeiro usando 'kalashnikovs' e depois com recurso a bombas", afirma Attilio Bolzoni, especialista em máfia do jornal La Republica. Depois da última operação, ele entrou em coma. Giovanni, nascido em 1976, cumpre pena de prisão perpétua por assassinato. "Te amo", escreveu seu outro filho, Salvatore, no Facebook na quinta-feira, dia do aniversário do criminoso.

Os médicos disseram na época que o ex-líder do clã estava "lúcido".

Em uma interceptação gravada pela polícia em fevereiro deste ano, ele afirmara à sua esposa que seria "sempre Totò Riina, mesmo que tenha que cumprir três mil anos de prisão".

Conhecido como "A Fera", Toto Riina, o chefe dos chefes, nasceu em uma família humilde de Corleone e escalou todos os degraus da Cosa Nostra, espalhando o terror na Sicília e em sua própria organização durante 20 anos.

Quando tinha 19 anos, ele matou um homem durante uma briga de gangues em Corleone e passou seis anos na prisão, um rito de passagem para um mafioso. Ele era conhecido como "a Besta" e era o responsável por assassinatos da Cosa Nostra.

Toto Riina estava preso em uma penitenciária de Parma, norte da Itália, e era submetido ao regime carcerário previsto para os mafiosos que, entre outras coisas, proíbe as visitas de parentes, autorizando apenas a presença do advogado. Entre os crimes que cometeu encontra-se a morte, em 1992, dos juízes antimáfia Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, que tinham condenado em tribunal cerca de 300 elementos da máfia siciliana em 1987.

Toto Riina, casado desde 1974 com Antonietta Bagarella, uma professora que pertencia a uma grande família mafiosa, que teria continuado a mandar no império criminal construído pelo marido mesmo após a prisão dele em janeiro de 1993.

A máfia siciliana Cosa Nostra ainda está longe de ser dominada, de acordo com os magistrados, mas tem sido muito mais discreta, renunciando às execuções e crimes de sangue da época Riina.

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