Médicos em greve nacional

Médicos em greve nacional

O presidente do Sindicato Independente dos Médicos, Roque da Cunha, crê que a greve de hoje irá afetar sobretudo cirurgias e consultas externas, garantido que os "doentes urgentes terão acompanhamento".

Estão assegurados os serviços mínimos, como urgências. Também várias Unidades de Saúde Familiar (USF) apresentam níveis de adesão na ordem dos 100%, segundo dados sindicais.

Em Guimarães, segundo Hugo Cadavez, do Sindicato Independente dos Médicos, a adesão à greve no Hospital Senhora da Oliveira ronda os 90 por cento no bloco operatório e 95 por cento nas consultas externas.

Na Região Autónoma da Madeira, a adesão à greve nacional dos médicos ronda os 75% ao nível hospitalar, informou o SIM.

"A estimativa global, com os dados que dispomos, aponta para uma adesão de 75% à greve", disse a dirigente sindical Lídia Ferreira, sublinhando que esta percentagem deverá manter-se até ao final do dia, embora também diga que nos turnos da tarde costuma haver mais adesão.

Os médicos de todo o país estão desde as 00:00 de hoje em greve, um dia de paralisação nacional que se segue a greves regionais nas últimas semanas.

No pré-aviso da greve que os sindicatos entregaram no início de novembro, está explicado que "os trabalhadores médicos voltam a ser compelidos à forma constitucional mais dura de luta e protesto (a greve), por um Governo e um Ministério da Saúde que à vontade negocial dos sindicatos contrapõem intransigência e desinformação, empurrando-os para o papel de sindicatos de protesto em vez de sindicatos de diálogo".

É ainda reclamada uma reformulação dos incentivos à fixação em zonas carenciadas, uma revisão da carreira médica e respetivas grelhas salariais e a diminuição da idade da reforma para os médicos, entre outras medidas.

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