Isabel dos Santos despede-se da Sonangol e lembra "dias dramáticos"

Isabel dos Santos despede-se da Sonangol e lembra

Além de Isabel dos Santos, o Presidente angolano exonerou ainda Eunice Carvalho, Edson de dos Santos, Manuel Lino Carvalho Lemos e João Pedro de Freitas Saraiva dos Santos dos cargos de administradores executivos, bem como Sarju Raikundalia, até agora administrador não executivo.

A empresária Isabel dos Santos despediu-se esta quinta-feira da petrolífera angolana Sonangol, após um ano e meio como presidente do Conselho de Administração, agradecendo a "confiança" nela depositada para iniciar a recuperação da empresa.

No desmentindo enviado à agência Lusa, a empresária Isabel dos Santos recorda que "todos os temas tratados e analisados por este grupo de trabalho" - liderado pelos ministros das Finanças e dos Recursos Minerais e Petróleos, integrando ainda dois membros da Sonangol e seis representantes de empresas petrolíferas - "foram multissetoriais".

A filha do ex-líder angolano José Eduardo dos Santos foi exonerada do cargo de presidente do conselho de administração da empresa pelo atual Presidente angolano, João Lourenço.

O atual presidente tomou posse a 26 de setembro, sucedendo a José Eduardo dos Santos, que esteve mais de 38 anos nas rédeas de Angola.

"Não é correto, nem ético, atribuir culpas à equipa que somente esteve a dirigir a empresa no período entre a segunda quinzena de abril de 2015 e 20 de dezembro de 2016", respondeu na altura Carlos Saturnino, que em pouco mais de um mês como secretário de Estado dos Petróleos, nomeado por João Lourenço, tutelou a Sonangol a partir do Governo. "A todos colaboradores da Sonangol o meu muito obrigada", escreveu noutra publicação na mesma rede social.

Ao grupo em causa, o Presidente angolano deu 30 dias, a contar de 13 de outubro, para apresentar propostas para melhorar o desempenho do setor do petróleo e gás do país.

No caso da Simplificação dos Processos de Gestão das Concessões Petrolíferas, adianta, "o que foi solicitado foi um aumento do plafond sem autorização prévia da Concessionária, para custos recuperáveis".

"Esta solicitação de aumentar os plafonds dos custos recuperáveis para as operadoras incide sobre o valor que o Estado recebe do Petróleo".

Angola é atualmente o segundo maior produtor de petróleo em África, atrás da Nigéria, com 1,6 milhões de barris de petróleo, produto que tem um peso de mais de 95% nas exportações angolanas.

Este grupo de trabalho, de acordo com as mesmas conclusões divulgadas pelo Jornal de Angola, constatou que se deparou com uma "concessionária nacional sem liderança e sem estratégia para desenvolver o papel de impulsionadora da indústria petrolífera" e que é facto também um "mau relacionamento" entre a Sonangol, as companhias petrolíferas, subsidiárias empresas fornecedoras, "por ausência de pagamento regulares".

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