Inflação oficial tem menor taxa acumulada de janeiro a outubro desde 1998

Inflação oficial tem menor taxa acumulada de janeiro a outubro desde 1998

O mês de outubro registrou 0,42% de inflação - o maior índice obtido no ano atá agora. E isso é ruim principalmente para o consumidor, porque enquanto a alta se dilui e impacta pouco na média da inflação brasileira, atinge as pessoas individualmente com muito mais força.

Os alimentos correspondem às principais elevações no resultado por subitem de outubro.

Ainda assim, o indicador deve fechar o ano abaixo da meta do Banco Central, que é de 4,5%.

O preço dos alimentos caiu em outubro, mas em ritmo menor do que o registrado no mês anterior (-0,41%).

Surpresa. O economista-chefe da Quantitas Asset Management, Ivo Chermont, acredita que a surpresa positiva com a inflação de outubro mantém aberta a possibilidade de mais duas reduções na taxa Selic, encerrando o ciclo em 6,75% em fevereiro. No grupo dos Transportes, a deflação destaque ficou por conta do subitem seguro voluntário de veículos, com baixa de 8,13%. Análise anual e acumulada Apesar da alta em outubro, a inflação em 2017 continua sendo a menor desde 1998, como vem acontecendo ao longo de 2017.

De setembro para outubro, a inflação no Brasil subiu 0,42%. A alta é 3,57 pontos percentuais inferior à acumulada em igual período de 2016 (5,78%). O sistema está operando na faixa 2 da bandeira vermelha desde o início de outubro, o que adcionou uma taxa extra de R$ 3,50 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Ainda no grupo habitação, o gás de botijão registrou variação de 4,49%, reflexo do reajuste médio nas refinarias de 12,90% no preço do gás de cozinha vendido em botijões de 13kg, em vigor desde 11 de outubro.

Cinco das 13 localidades pesquisadas pelo IBGE apresentaram inflação acima da média nacional em outubro.

A energia elétrica foi o item que exerceu a maior influência sobre o IPCA. A maior alta no IPCA foi registrada em Goiânia, de 1,52%, impulsionada pela energia elétrica (18,77%), resultado por sua vez influenciado pelo reajuste médio de 15,7% nas tarifas na concessionária local a partir de 22 de outubro e pelo aumento na alíquota de PIS/Cofins.

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