Fachin revoga prisão domiciliar de ex-assessor de Geddel

Fachin revoga prisão domiciliar de ex-assessor de Geddel

No inquérito que apura a origem dos R$ 51 milhões encontrados no 'bunker' de Geddel Vieira Lima em Salvador, a Polícia Federal concluiu que há indícios de crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa cometidos pelo ex-ministro, por seu irmão Lúcio Vieira Lima - deputado federal pelo PMDB da Bahia - e mais três pessoas.

Brandão, que foi assessor de Lúcio Vieira Lima na Câmara, foi preso em setembro após a PF encontrar os 51 milhões e as suas impressões digitais no local e nas notas. Na ocasião, Job trabalhava para o deputado Lúcio. Fachin atendeu a um pedido de defesa, ressaltando que ele Job está cooperando com as investigações.

"No curso das apurações, além de ter depositado a fiança no patamar reajustado, admitiu seu envolvimento nos fatos e colaborou espontaneamente com a atividade persecutória, descortinando possíveis linhas investigativas". Cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se vai denunciá-los ou não.

"Ao lado disso, o próprio regramento legal da fiança já lhe impõe obrigações de comparecimento perante à autoridade e de não obstruir a regular marcha deste procedimento criminal, mostrando-se, assim, desnecessária a prisão domiciliar com monitoramento eletrônico e, ademais, inadequada, pois tal restrição de liberdade, ainda que no ambiente residencial, impede-lhe de buscar ocupação remunerada a possibilitar o seu próprio sustento e o de sua família", escreveu Fachin.

Além de Geddel e Lúcio, também são investigados o deputado Job Ribeiro, Gustavo Ferraz e Marluce Vieira Lima, mãe de Geddel e Lúcio.

Segundo Fachin, o ex-assessor confessou crimes e se dispôs a ajudar nas investigações.

Em depoimento à PF, no dia 14 de novembro, Job disse que ficava com cerca de R$ 2.500 por mês e devolvia R$ 9.000 para a família Vieira Lima.

A polêmica envolvendo a família Vieira Lima parece que está longe de acabar.

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