Desemprego fica em 12,2% e atinge 12,7 milhões de brasileiros

Desemprego fica em 12,2% e atinge 12,7 milhões de brasileiros

"O que muda é a ocupação, que está crescendo acima do crescimento da população", disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O levantamento foi feito ao longo de 2016 por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD).

Em média, o salário mensal para as crianças e jovens entre 5 e 17 anos era de R$ 514. As mulheres, porém, receberam, em média, 1,836 reais, o equivalente a 22,9% menos do que os homens, 2,380 mil reais.

Cerca de 89,5% dos empregados entre 14 e 15 anos não tinham carteira de trabalho assinada. Houve no período aumento de 1,4% de trabalhadores sem carteira assinada, por conta própria, que somaram 23 milhões de pessoas no período. No grupo de 14 a 17 anos, 66% dos adolescentes eram empregados, enquanto 73% das crianças de 5 a 13 anos auxiliavam familiares.

O fator que aumenta esse valor médio é, geralmente, a renda média do 1% com os maiores rendimentos.

A soma dos rendimentos recebidos por todos os brasileiros em 2016 foi de R$ 255 bilhões por mês, em média. O destaque foi o Sul (17,3%), que também possui a população mais idosa do país, seguido pelo Sudeste (15,0%), Nordeste (13,1%), Centro-Oeste (10,8%) e Norte (8,0%). A pobreza era ainda mais aguda no Norte e Nordeste, com R$ 38,00 e R$ 33,00, respectivamente.

A população desocupada somou 12,7 milhões - o maior número para outubro desde 2012.

Do rendimento médio mensal domiciliar per capita, 74,8% provêm do trabalho e 25,2% vêm de outras fontes: aposentadoria e pensão (18,7%); outros rendimentos (3,2%); aluguel e arrendamento (2,2%); e pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (1,1%).

O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu no trimestre, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, aponta a Pnad. "Assim, o trabalho infantil das pessoas de 5 a 13 anos de idade, que se pretende abolir, ainda que não gere ganhos individuais e imediatos para as crianças, se explica pelos ganhos aferidos pela família", analisa o instituto. O índice de Gini vai de 0 (perfeita igualdade) a 1 (desigualdade máxima). O Sul do país apresentou o menor índice, de 0,473, e o Sudeste o maior, de 0,535.

Para a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, o levantamento enfatiza a necessidade do Brasil combater as desigualdades sociais e econômicas a fim de alavancar seu desenvolvimento.

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