Comandante da marinha argentina mantém esperanças de encontrar submarino

Comandante da marinha argentina mantém esperanças de encontrar submarino

Tripulantes do submarino argentino ARA San Juan, desaparecido desde o dia 15 de novembro, relataram problemas envolvendo entrada de água no equipamento e curto-circuito nas baterias horas antes de sumir dos radares.

O som, ouvido no dia 15 de novembro - data do último contacto - foi descrito por Enrique Balbi como tendo sido "curta, violenta" e "não-nuclear".

"Entrada de água do mar pelo sistema de ventilação ao tanque de baterias N°3 ocasionou curto-circuito e princípio de incêndio na área das barras de baterias".

A explosão que ocorreu no submarino militar argentino desaparecido no Atlântico Sul há quase duas semanas foi causada por um acúmulo de hidrogênio após um curto-circuito em suas baterias da proa, disse nesta terça-feira um porta-voz da Marinha da Argentina. Atualmente em imersão, propulsando com um circuito dividido. "Sem novidades de pessoal, manterei informado", revelou a tripulação, na derradeira mensagem, até ser perdido o rasto do submarino.

O áudio foi vazado pela e emissora de televisão de Buenos Aires A24, antes, a marinha argentina já havia informado que o ARA San Juan teve um problema no compartimento de baterias e que uma explosão foi registrada próximo ao local do último contato no dia do desaparecimento.

A última comunicação do submarino desaparecido na Argentina

Apesar dos indícios de que o ARA San Juan - um submarino TR-1700 produzido na Alemanha na década de 1980 - teve um final trágico, alguns familiares dos tripulantes seguem se agarrando à esperança.

As operações de busca começaram na quinta-feira seguinte, dia 16, primeiro com meios próprios das forças armadas argentinas e depois com a colaboração de outros países, num efetivo com cerca de 4.000 pessoas envolvidas.

O porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, explicou que em linguagem da força "princípio de incêndio" quer dizer incidente "sem chamas". - Isso foi contornado, as baterias atingidas foram isoladas e o submarino continuou navegando.

O submarino zarpou no domingo 11 de Ushuaia (3.200 quilômetros ao sul) de retorno a Mar del Plata (400 quilômetros ao sul), seu porto habitual.

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