CNT: 97% das rodovias estaduais são ruins ou péssimas

CNT: 97% das rodovias estaduais são ruins ou péssimas

A qualidade das rodovias brasileiras piorou em 2017, de acordo com pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgada nesta terça-feira (7). No enquadramento como ruim, estão trechos de rodovias estaduais - RS-332 (Soledade), 377 (Santiago), 471 (Pantano Grande) e 020 (Gravataí-Taquara), e ainda um federal, da BR-470, próximo a Pantano Grande.

O pior trecho de ligação entre as rodovias é o que vai de Natividade (TO) a Barreiras (BA) e engloba as estradas BA-460, BR-242, TO-040 e TO-280, avaliado como "péssimo". Segundo dados da CNT, 37,3% das estradas foram consideradas "regulares", enquanto apenas 1,2% são classificadas como "péssimas".

Considerando os aspectos observados - sinalização, qualidade do pavimento (como o asfalto) e geometria das pistas -, as rodovias federais apresentam melhores condições que as estaduais.

Neste ano, a pesquisa constatou uma queda na qualidade do estado geral das rodovias pesquisadas. A classificação regular, ruim ou péssima atingiu 61,8%, enquanto em 2016 esse índice era de 58,2%.

Sinalização: foi o aspecto que mais se deteriorou. Em 2016, o percentual era de 48,3%.

"Em 2011, os investimentos públicos federais em infraestrutura rodoviária foram de R$ 11,21 bilhões; em 2016, o volume investido praticamente retrocedeu ao nível de 2008, caindo para R$ 8,61 bilhões".

Geometria da via: manteve o mesmo resultado do ano passado: 77,9% da extensão das rodovias tiveram sua geometria avaliada como regular, ruim ou péssima e apenas 22,1% tiveram classificação boa ou ótima. Em relação às estradas estaduais, o estudo apresenta que 70% é regular. Já no quesito qualidade do pavimento, o percentual de boas condições fica em 21,8% entre as federais e 4,5% para as estaduais.

"A única saída para a situação são as concessões rodoviárias", disse Flávio Benatti, presidente da área de transportes rodoviários da CNT. Este ano, até o mês de junho, foram investidos R$ 3,01 bilhões.

O levantamento foi realizado por 24 equipes, que durante 30 dias percorreram 542 estradas federais e algumas estuais, somando 106 mil km avaliados.

A pesquisa também traz um levantamento detalhado de como é a situação de cada rodovia.

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