Amazonas registra a segunda maior queda no PIB de 2015, aponta IBGE

Amazonas registra a segunda maior queda no PIB de 2015, aponta IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Piauí teve o terceiro maior crescimento do país em 13 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Se tem uma queda no comércio e na construção nessa magnitude, claro que os Estados que vinham crescendo apoiados nessas atividades, vão se ressentir", disse Frederico Cunha, gerente de Contas Regionais do IBGE.

Da mesma forma que a Bahia - que na série histórica iniciada em 2002 só havia sofrido redução de 0,3% em 2009 -, todos os outros estados brasileiros e o Distrito Federal sofreram queda simultaneamente, o que é algo inédito na pesquisa. os dados também mostram a redução de 3,5% do PIB nacional.

"Esse resultado de queda de todas as unidades da federação ainda não tinha sido visto, inclusive por nenhuma série já estimada pelo IBGE antes disso [2002, início da atual série histórica]". Os setores de Indústria (-4,4%) e Serviços (-1,6%), no entanto, derrubaram decisivamente a taxa no estado.

O IBGE registrou PIB de R$ 5,996 trilhões no país em 2015 e, com isso, revisou a queda em relação a 2014 de 3,8% para 3,5%. "É um resultado inédito que afeta todos os estados da federação", explicou. Eles foram puxados para baixo, principalmente, pelas atividades de Construção (-17,9%) e de Comércio, manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas (-14,5%). A queda acumulada desde 2002 é de 3,4 pontos percentuais (p.p.), enquanto ganharam espaço Norte (0,7 p.p.), Nordeste (1,1 p.p.), Centro-oeste (1,1 p.p.) e Sul (0,6 p.p.). Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (16) pela Gerência Executiva de Desenvolvimento Municipal e Regional, da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). Junto com o Amazonas, os estados de Alagoas, Distrito Federal e Sergipe também foram os que menos participaram. Perderam participação no período, porém, Rio de Janeiro (de 11,6% para 11%), Minas Gerais (de 8,9% para 8,7%) e Espírito Santo (de 2,2% para 2,0%).

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