Trump não aprova acordo nuclear com o Irão mas deixa Congresso decidir

Trump não aprova acordo nuclear com o Irão mas deixa Congresso decidir

O ministro da Inteligência de Israel, Israel Katz, disse que o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o acordo nuclear de 2015 com o Irã foi "muito significativo" e poderia levar a uma guerra, dadas as ameaças feitas antes por Teerã.

"Propomos uma via que preencherá as lacunas do acordo nuclear, mantendo a administração dentro do acordo", explicou Bob Corker, presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado, e coautor da proposta juntamente com seu colega Tom Cotton, líder dos "falcões" anti-Irã na Câmara Alta do Congresso.

Trump fará o anúncio em discurso às 13h45 (horário de Brasília), no qual detalhará uma abordagem mais combativa com relação ao Irã; e seus programas nuclear e de mísseis balísticos; além de seu apoio financeiro e militar a grupos extremistas no Oriente Médio; disse o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, a repórteres.

O JCPOA estabelece condições para que o programa nuclear iraniano funcione com fins estritamente energéticos e seja monitorado por agências internacionais.

Mas o presidente dos Estados Unidos não pode - sozinho - anular o acordo nuclear.

Já a Arábia Saudita saudou a mudança de política norte-americana.

Paralelamente à declaração presidencial, o Departamento do Tesouro revelou medidas econômicas contra os Guardiões da Revolução por meio de uma ordem executiva de 2001 e acrescentou quatro empresas em sua lista negra.

O que se espera é que Trump, que já o fez por duas vezes, não o faça esta sexta-feira; logo, deixe o entendimento em suspenso e relegue a decisão para o Congresso, que terá 60 dias para decidir se repõe as sanções ao Irão ou mantém o acordo. O acordo nuclear foi assinado em 2015, fruto de um compromisso entre Irã, as potências do 5+1 (EUA, França, Alemanha, China, Rússia e Reino Unido) e a União Europeia, mas entrou em vigor apenas em janeiro do ano seguinte.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, também garantiu que Trump "não tem" o poder de acabar com ele. Os defensores do tratado com o Irã argumentam que não há evidências de que Teerã o esteja violando - esse é o melhor modo de evitar que o Irã tenha uma arma nuclear, apontam.

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