Trump critíca e Estados Unidos abandonam a Unesco

Trump critíca e Estados Unidos abandonam a Unesco

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse ao ministro dos Negócios Estrangeiros "para preparar a saída de Israel da organização, paralelamente aos Estados Unidos", afirmou num comunicado, o gabinete do chefe do Governo de Israel.

"A decisão do presidente Trump é corajosa e moral, porque a Unesco se tornou um teatro do absurdo e porque, ao invés de preservar a história, ela a distorce", declarou o premier. A medida, anunciada nesta quinta-feira (12) pelo Departamento de Estado americano, alega que uma das razões de seu distanciamento é um suposto "viés anti-Israel" dentro da entidade.

Os EUA também anunciaram hoje a sua saída e nos últimos anos várias das resoluções aprovadas pela organização têm sido muito criticadas por Israel.

Os Estados Unidos haviam cancelado em 2011 sua contribuição financeira para a Unesco em protesto contra decisão da agência de conceder à Autoridade Nacional Palestina o status de membro pleno.

Apesar de terem ajudado a criar a UNESCO, após o fim da II Guerra Mundial, os EUA criticaram sempre a suposta tendência da organização para favorecer os países do Leste europeu (durante a Guerra Fria) e as decisões anti-Israel. As verbas americanas representavam 22% do orçamento total da agência. Segundo ela, a retirada é uma perda para a "família das Nações Unidas" e para o multilateralismo.

Apesar dos esforços diplomáticos de Israel e dos Estados Unidos, não conseguiram o apoio suficiente para que a cidade de Hebron não fosse eleita património mundial da humanidade. Foram contra 14 membros, entre eles Estados Unidos, Israel, Canadá e Alemanha. A porta-voz detalhou no seu comunicado que a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, foi notificada tanto da decisão dos Estados Unidos de se retirar da UNESCO, como da sua intenção de estabelecer uma missão permanente de observação. Os EUA voltaram a integrar o órgão em 2003.

"A universalidade é essencial à missão da UNESCO para construir a paz e a segurança internacionais face ao ódio e à violência, pela defesa dos direitos humanos e da dignidade humana", disse Bokova em comunicado.

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