Temer decide revogar condição de refugiado de Battisti, diz jornal

Temer decide revogar condição de refugiado de Battisti, diz jornal

Cesare Battisti foi um dos principais nomes do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), um grupo de extrema-esquerda que agiu na Itália nos anos 1970.

Ele escapou da prisão em 1981 e fugiu para a França.

Michel Temer decidiu revogar a condição de refugiado de Cesare Battisti e espera julgamento do STF para extraditá-lo. A defesa do italiano apresentou no início da semana uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir o andamento de qualquer procedimento de um eventual novo pedido extradição contra ele. No final de setembro, os advogados de Battisti também haviam impetrado um habeas corpus no STF contra a tentativa de rever uma decisão, tomada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2010 de conceder a ele status de refugiado no Brasil, para extraditá-lo.

O ministro Luiz Fux é relator do caso Battisti na Corte e está com o pedido de habeas corpus. Segundo o juiz federal Odilon de Oliveira magistrado, as circunstâncias sugerem que Battisti tentava fugir para a Bolívia "temendo ser efetivamente extraditado", como pede a Itália ao governo brasileiro. Ele deve decidir sobre o assunto de forma monocrática. Ainda de acordo com o jornal, caso a Corte demore para se posicionar em relação à situação do ex-ativista, aliados do Temer afirmam que a subchefia de Assuntos Jurídicos da Presidência irá elaborar um parecer para que o mandatário chancele a volta de Battisti à Itália.

Neste caso, o parecer do Planalto indicará que o presidente aguardará a definição final do STF.

Em nota, a defesa de Battisti se manifestou sobre o caso.

Ao tentar anular o decreto de asilo político concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Battisti, Temer recorre a uma clássica manobra diversionista: tenta mudar de assunto para que ninguém mais fale das denúncias de propinas e malas de dinheiro a seus colaboradores mais próximos, como Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures, enquanto seu caso é apreciado pela Câmara dos Deputados.

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