Setor de serviços tem queda de 1,0% em agosto

Setor de serviços tem queda de 1,0% em agosto

"Podemos dizer que essa elevação é muito provocada por esse tipo de iniciativa", falou Dourado, ao bahia.ba, nesta terça-feira (17), ao pontuar a necessidade de que a retomada econômica esteja associada a boas condições de trabalho. O setor acumula uma perda de 3,8% na comparação entre os oito primeiros meses de 2017 e o mesmo período de 2016.

Com relação à receita nominal gerada, o setor de serviços registrou recuo de 0,6% em agosto na comparação com julho. Apesar disso, a tendência recente de quedas menos intensas e as expectativas de que os juros ao consumidor e às empresas deverão manter trajetórias mais seguras nos próximos meses, o que levou a Confederação a projetar queda de -3,4% para o setor em 2017. No período de 12 meses entre setembro de 2016 e agosto deste ano, a queda do volume das atividades do setor de serviços é ainda maior e regista resultado negativo de 4,5%.

Em relação com agosto do ano anterior, houve redução de 2,4% em agosto deste ano, já descontado o efeito da inflação, mantendo a sequência de taxas negativas iniciada em abril de 2015. "Foi um mês de baixo consumo".

A produção industrial também frustou expectativas ao registrar queda de 0,8% em agosto, interrompendo uma série de quatro meses consecutivos de alta.

O resultado desafoga a conjuntura dos prestadores de serviço e comerciantes, enquadrados no setor terciário da economia. "Foi generalizado em todas as unidades da federação", observou Saldanha.

Saldanha destacou, no entanto, que não foi apenas o setor de serviços prestados às famílias que puxou o resultado negativo do mês.

Serviços profissionais, administrativos e complementares (1,6%), Outros serviços (1,0%), Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,7%) e Serviços de informação e comunicação (0,3%) tiveram variações positivas. Entre os subitens, porém, houve perdas importantes no transporte terrestre, nos serviços de armazenamento, telecomunicações, tecnologia da informação e audiovisuais, que puxaram a queda de 1,0% na média global em agosto ante julho, afirmou Saldanha.

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