Separatistas alertam que intervenção de Madri na Catalunha enfrentará 'desobediência civil'

Separatistas alertam que intervenção de Madri na Catalunha enfrentará 'desobediência civil'

Por enquanto, Puigdemont tem se mantido calado sobre a possibilidade de uma eleição, mas um aliado de seu governo pró-independência disse que ele está ativamente considerando essa opção.

O parlamento regional catalão deverá reunir-se esta quinta-feira em sessão plenária para discutir a declaração unilateral de independência e responder assim às medidas aprovadas por Madrid para restaurar a legalidade na Catalunha.

No sábado passado (21), o governo espanhol decidiu aplicar o artigo 155 da Constituição da Espanha que prevê suspensão de algumas autonomias da Catalunha em certas condições, particularmente, demitindo o chefe do governo catalão Carles Puigdemont, dissolvendo o parlamento regional e realizando eleições antecipadas.

O partido Candidatura de Unidade Popular (CUP) em resposta à decisão das autoridades centrais apelou para desobediência civil em massa em seu comunicado de 23 de outubro.

O Artigo 155 confere ao Governo central plenos poderes sobre a região, suspendendo temporariamente a autonomia da Catalunha e as competências do governo local.

Caso o pedido seja aprovado pelo Senado espanhol, Carles Puigdemont poderá ser convocado para dar explicações e somente após uma notificação oficial ao governo da Catalunha existirá de fato uma transposição de poderes com a substituição dos membros da equipe do atual Presidente da região. Santamaria não precisou, contudo, que medidas concretas vai tomar o Governo de Madrid se Puigdemont desobedecer. Quem também se manifestou em prol da Espanha foi a União Europeia.

Segundo o porta-voz do Parlamento catalão, Jordi Turull, a ativação da medida "é um golpe às instituições democráticas".

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