PSOE declara que apoia Governo na "reposição da legalidade" — Catalunha

PSOE declara que apoia Governo na

Madri havia dado um prazo até esta quinta-feira (19) para que a Catalunha esclarecesse se havia proclamado sua independência e, se fosse o caso, revogasse a decisão.

O Governo espanhol vai suspender a autonomia da Catalunha no próximo sábado, reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

Ábalos avançou que, quando forem conhecidas as medidas, o PSOE determinará se o apoio socialista é "absoluto, relativo ou em que grau" e defendeu que a aplicação do artigo 155.º seja "muito, muito limitada". Para aplicar o artigo 155, Rajoy precisará do aval do Senado, onde o governo tem ampla maioria.

Mas esse artigo, inspirado por uma legislação semelhante na Alemanha, nunca foi utilizado na Espanha. Se vier a ser apreciada pelos legisladores, então ganhará status de lei na Catalunha, o que colocaria as autoridades regionais de Barcelona em confronto direto com o governo central, em Madri.

No caso da questão catalã, Carles Puigdemont e Mariano Rajoy não estão frente a frente, mas enviam mensagens de desafio um ao outro à distância.

Jordi Xuclá, por sua vez, lamentou o fato de Rajoy não ter aceitado a proposta de diálogo oferecida por Puigdemont e que hoje existam "presos políticos" na Espanha, em referência aos presidentes das associações independentistas ANC e Ómnium Cultural, Jordi Sánchez e Jordi Cuixart, respectivamente, que estão detidos desde o dia 16 por ordem da juíza que os investiga por um suposto delito de "insurreição".

Tudo se prepara para que se entre naquilo a que o porta-voz do Partido Democrata Europeu Catalão (PDeCAT), a formação política de Puigdemont, classificou de cenário "mau" para Espanha e "muito difícil" para a Catalunha. Participaram da consulta cerca de 2,2 milhões de pessoas, menos de metade de um eleitorado total de 5,5 milhões. Assim, não poderiam servir como base a uma proclamação de separação.

Carles Puigdemont vem agora esclarecer que, aquando da sua ida em 10 de outubro último ao parlamento catalão, "não votou" nenhuma declaração de independência e sublinhar que a sua "suspensão continua em vigor". A declaração de independência foi suspensa no dia 10 de outubro, na expectativa da abertura formal de negociações entre as duas partes. Com o vaivém dos gestos, não ficou claro o resultado da plenária. Era um não-assunto, um tema que os 28 Estados europeus tentaram evitar até que esbarraram com as perguntas insistentes dos jornalistas na abertura da cimeira, que decorre esta quinta e sexta-feira em Bruxelas.

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