PJ faz buscas na Luz, Procuradoria confirma — Caso dos emails

PJ faz buscas na Luz, Procuradoria confirma — Caso dos emails

Segundo apurou a RTP, Paulo Gonçalves foi constituído arguido no caso dos emails, na sequência de buscas da PJ ao Estádio da Luz esta quinta-feira.

- No inquérito investiga-se a prática, por parte de um suspeito, dos referidos crimes, relacionados com os denominados emails do Benfica - disse a Procuradoria, em nota oficial, sem citar o nome do suspeito.

O caso começou com a divulgação de vários emails por parte de Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, no Porto Canal, com temas como a alegada ligação do Benfica às claques não legalizadas do clube.

O Benfica também emitiu um comunicado ao final da manhã, confirmando as buscas e lamentando apenas que só agora tenham sido efectuadas. Para tal, foram destacados quatro magistrados do Ministério Público, dois juízes de instrução e 28 elementos da PJ.

E esta quinta-feira, confirmou a Procuradoria Geral da República, foram emitidos mandados de busca domiciliária e não domiciliária por suspeitas dos crimes de corrupção ativa e passiva. As Águias se pronunciaram após a operação.

A Sport Lisboa e Benfica SAD reforça o seu apelo a uma rápida e urgente investigação para defesa do seu bom-nome, responsabilização de quem sistematicamente tem cometido diversos crimes e no sentido da normalização institucional do Futebol Português. E aproveita para atacar o FC Porto: "a Sport Lisboa e Benfica SAD aguarda que sejam investigados os autores materiais da violação do seu sistema informático, o que, apesar de reiteradamente solicitado, ainda não foi executado".

João Correia, porta-voz do grupo de advogados, revelou em declarações à BTV que o clube da Luz não foi constituído arguido. A "celeridade nas investigações" é ponto de honra para o Benfica, conforme o responsável jurídico reiterou. "Somos credores da investigação", acrescentou João Correia.

O diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, acusou o Benfica de influenciar o setor da arbitragem e apresentou alegadas mensagens de correio eletrónico de responsáveis 'encarnados', nomeadamente de Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira, presidente.

Na semana passada, o Tribunal Cível do Porto recusou dar razão ao Benfica no caso dos emails, ao pedir que o F. C. Porto fosse proibido de continuar a divulgar mensagens alegadamente comprometedoras.

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