Novo Banco vendido à Lone Star

Novo Banco vendido à Lone Star

A Lone Star não pode tirar dividendos do Novo Banco durante um prazo de cinco anos.

Contudo, e apesar de o governador do Banco de Portugal, bem como o novo proprietário, terem reafirmado que "o Novo Banco é hoje numa instituição sólida e bem capitalizada", as necessidades de capital não ficam por aqui.

Na cerimónia assinatura que formalizou a venda estiveram presentes o Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, Luís Máximo dos Santos, Sérgio Monteiro, o responsável por 'montar' esta operação, e o presidente do Novo Banco, António Ramalho, entre outros administradores do banco que acaba de ser vendido à Lone Star.

Na segunda-feira, o Novo Banco aprovou, em assembleia-geral, um aumento de capital de 750 milhões de euros que será assegurado pelo fundo norte-americano Lone Star.

No seu comunicado, o Banco de Portugal salienta ainda que o desfecho do negócio "permite ainda o reforço da percepção interna e externa do sector bancário nacional por via do desfecho bem-sucedido de um processo de venda aberto, transparente e concorrencial, de alcance internacional, que respeitou as exigências do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, e que possibilitou a entrada de novos investidores no sistema financeiro, diversificando as suas fontes de financiamento". Para a entidade de supervisão liderada por Carlos Costa, o Novo Banco fica "dotado dos meios necessários à execução de um plano que garante que continuará a desempenhar o seu papel determinante no financiamento da economia nacional".

Mas se o Fundo de Resolução subscrever esta emissão, terá de descontar no total dos 3,89 mil milhões de euros.

No âmbito dessa operação, o Fundo de Resolução contratualizou uma "tomada firme" que apenas irá ser ativada caso essa emissão não possa ser feita em mercado a um juro aceitável.

No futuro, se for necessário, em caso de situações muito adversas, o Estado tem uma autorização de Bruxelas para 'salvar' o Novo Banco e reforçar o seu capital.

Byron Haynes é o novo "chairman" do Novo Banco (Presidente do Conselho Geral de Supervisão).

Por sua vez Carlos Costa diz que "a conclusão desta operação é um marco muito importante para o sistema financeiro português por duas razões: Em primeiro lugar, porque encerra um complexo processo de negociações com o novo acionista, com as instituições europeias e com outras instituições nacionais, em estreita colaboração com o Governo".

"Com a conclusão desta operação cumprem-se integralmente as finalidades que presidiram à resolução do Banco Espírito Santo".

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