Nobel da Química entregue a três cientistas

Nobel da Química entregue a três cientistas

Entre 1975 e 1986 ele desenvolveu um método de processamento das imagens no qual duas imagens deslocadas do microscópio eletrônico são analisadas e mescladas para revelar uma estrutura tridimensional.

A tecnologia possibilita imagens detalhadas das biomoléculas, permitindo que os pesquisadores as analisem detalhadamente, em nível atômico-estrutural.

Os três cientistas, um suíço, um alemão e um escocês, respectivamente, vão dividir 9 milhões de coroas suecas, o que equivale a aproximadamente 3,5 milhões de reais.

O comitê do Nobel observa que os avanços científicos geralmente se baseiam na visualização de objetos invisíveis ao olho humano e que o conhecimento bioquímico tinha lacunas por falta de uma tecnologia adequada.

"Em breve não haverá mais segredos", ela afirmou em anúncio.

"Agora, podemos ver os detalhes de todos os pontos de nossas células, podemos observar cada gota de nossos fluidos corporais. Estamos a testemunhar uma revolução na bioquímica", explicou Linse.

Anteriormente pensava-se que os microscópios eletrónicos não permitiam a observação de matéria morta, por os feixes eletrónicos destruírem o material biológico, mas o trabalho levado a cabo por estes três investigadores foi determinante para ultrapassar essa limitação.

Até os anos 1980, quando Jacques Dubochet - hoje com 75 anos - e sua equipe inventaram a microscopia crio-eletrônica, os cientistas congelavam a amostra para conservá-la em seu estado original.

A semana de anúncios dos prémios Nobel começou na segunda-feira com o de Medicina, atribuído aos americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young pela sua descrição do "relógio biológico".

O prémio Nobel da Literatura será conhecido na quinta-feira, o da Paz da sexta-feira e o da Economia na próxima segunda-feira.

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