Manifestação pró Espanha está marcada para as 12h deste domingo em Barcelona

Manifestação pró Espanha está marcada para as 12h deste domingo em Barcelona

Nos cartazes empunhados pela multidão liam-se slogans como "Espanha unida", "despertar de um povo silenciado", "pela reconciliação entre os catalães divididos", e "todos somos catalães".

A manifestação, que está marcada para as 12 horas locais (11 horas em Lisboa) foi convocada pelo movimento cívico Sociedade Civil Catalã e pretende lutar contra a divisão de Espanha. "São os passos necessários e imprescindíveis para devolver a legitimidade democrática ao auto governo" - foi com estas palavras que Mariano Rajoy fundamentou as suas decisões que visam devolver a "lei e a concórdia" à Catalunha visto que "não se trata de suspender a autonomia" - afirmou o primeiro-ministro espanhol.

"Organizamos-nos tarde, mas estamos aqui para mostrar que há uma maioria de catalães que já não fica em silêncio e já não quer ser silenciada", disse aos jornalistas Alexandre Ramos, um dos organizadores da concentração.

"Fomos demasiado lentos. Madrid demorou muito tempo a reagir, mas Puigdemont é o principal responsável pela divisão dos catalães ao fazer acreditar muitos numa grande mentira", avançou Miguel, de 34 anos, ao lado do pai, um com uma bandeira espanhola e o outro com uma da comunidade autónoma da Catalunha.

O Departamento de Estado norte-americano, reagindo aos esforços espanhóis para bloquear uma tentativa de independência da Catalunha, disse que a região é uma parte integral da Espanha e que Washington apoia os esforços de Madri para manter o país unido.

Inés Arrimadas, chefe da oposição na Catalunha como líder do partido liberal Ciudadanos, disse ser necessário "recuperar o sentido comum e a democracia" nas instituições da região. Os números da polícia diferem dos da organização da Sociedade Civil Catalã, que aponta cerca de 1,3 milhões.

O parlamento da região da Catalunha aprovou hoje uma resolução na qual solicita que sejam tomadas as medidas necessárias para desenvolver o marco legal de uma "república" independente da Espanha.

O executivo de Mariano Rajoy, do conservador Partido Popular (PP), apoiado pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, anunciou ao fim do dia a dissolução do parlamento regional, a realização de eleições em 21 de dezembro próximo e a destituição de todo o governo catalão, entre outras medidas. Os manifestantes recusam a independência da Catalunha e pedem a prisão dos dirigentes separatistas chefiados por Carles Puigdemont, presidente do Governo regional.

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