Greve da função pública teve mais impacto em hospitais e escolas

Greve da função pública teve mais impacto em hospitais e escolas

A coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, afirmou este sábado à Lusa que caso o Governo não responda, depois da greve nacional da Função Pública realizada na sexta-feira, as pessoas "vão ter que continuar a lutar".

No hospital São Francisco Xavier a adesão é de 95 por cento, em Santa Maria de 80 por cento e na Maternidade Alfredo da Costa de 75 por cento, enquanto que no Amadora-Sintra a adesão é de 100 por cento, sendo considerado pela dirigente sindical como um "sítio muito difícil" de conseguir estes níveis.

Em vários hospitais de Lisboa, como o São José e a Estefânia, bem como nos hospitais de Braga, Bragança, Famalicão e Guimarães a adesão ao protesto rondava os 100%, segundo a sindicalista. "Há agrupamentos inteiros encerrados".

"A adesão a esta greve deve ser das maiores dos últimos anos".

Os trabalhadores exigem as 35 horas para todos os trabalhadores que exercem funções públicas, independente do vínculo e "a Reposição da Dignificação Profissional das carreiras, nomeadamente, a definição de conteúdos de acordo com as especificidades funcionais de cada sector".

A informação foi prestada aos jornalistas pelo responsável pelo sindicato da Função Pública na Madeira.

A greve está a afetar também o funcionamento das escolas.

"Há um pouco por toda a administração pública adesão à greve da administração pública".

Em causa está a falta de respostas às reivindicações da Frente Comum, como o aumento dos salários na função pública, o descongelamento "imediato" das progressões na carreira e as 35 horas semanais para todos os trabalhadores.

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