Cesare Battisti tenta fugir para a Bolívia e é preso pela PF

Cesare Battisti tenta fugir para a Bolívia e é preso pela PF

O governo italiano considera o caso Battisti "uma questão aberta" com o Brasil e tem esperança de que Temer cogite rever a recusa da extradição, afirmou ao G1 uma fonte que acompanha as discussões com as autoridades do governo federal.

O italiano Cesare Battisti, . condenado por terrorismo em seu país, foi detido ontem na fronteira do Brasil com a Bolívia, na cidade de Corumbá (MS).

A audiência de custódia está prevista para as 16h30 (horário de Brasília, 15h30 no horário local) e será aberta, podendo ser acompanhada pela imprensa no local. Como tratava-se de região de fronteira, os agentes acionaram a PF, que interceptou o italiano em um táxi boliviano.

Battisti, de 62 anos, pertenceu ao grupo Proletários Armados para o Comunismo (PAC), um braço das Brigadas Vermelhas e foi em 1993 condenado à revelia a cadeia perpétua por um Tribunal italiano pela morte, entre 1977 e 1979, de um joalheiro e de um talhante. A pauta está nas mãos do ministro Luiz Fux. A soltura dele veio por meio de decisão do STF em junho de 2011. Conforme o jornal, o governo italiano pediu "formalmente" ao Brasil que anule o refúgio dado à Battisti, para que ele seja devolvido e cumpra a pena no país de origem. A decisão foi duramente criticada pelo governo italiano.

O alegado risco levou à impetração do HC 136898, que teve seguimento negado.

"A ordem pública recomenda a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva", afirmou o juiz.

Apontando risco iminente e irreversível, a defesa pede a concessão de liminar para obstar eventual extradição, deportação ou expulsão a ser levada a efeito pelo presidente da República. Viveu como foragido na França, mas deixou o país quando Paris acatou um pedido de extradição da Itália.

Segundo o advogado Nélio Machado, do escritório Nélio Machado Advogados, que defende o presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) 'há um habeas corpus já impetrado que não foi julgado lamentavelmente'.

"Vou ver quais são os fundamentos dessa medida dura e que não é usual, pelo menos dentro dos padrões do devido processo legal".

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