Bruxelas aprova venda do Novo Banco

Bruxelas aprova venda do Novo Banco

Ou seja, de acordo com o comunicado da CE, e "apenas na medida em que surjam necessidades de capital em circunstâncias adversas graves que não possam ser resolvidas pelo Lone Star ou por outros operadores de mercado, Portugal disponibilizará o capital adicional limitado".

Já o Fundo de Resolução ficou com a responsabilidade de compensar o Novo Banco por perdas que venham a ser reconhecidas com os chamados ativos 'tóxicos' e alienações de operações não estratégicas, caso ponham em causa os rácios de capital da instituição, no máximo de 3,89 mil milhões de euros.

Uma vez que não deverá ter dinheiro para injetar no Novo Banco, caso precise, o Fundo de Resolução deverá ter de voltar a pedir um empréstimo ao Estado ou pode financiar-se no setor bancário (provavelmente com garantia de Estado) para pagar esses 3,89 mil milhões. O BCP meteu, recentemente, uma ação na Justiça para clarificar esta garantia, já que é dos maiores contribuintes para o Fundo de Resolução.

A comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, congratulou-se hoje com a assinatura do acordo de aquisição entre as autoridades portuguesas e a norte-americana Lone Star, "com o objetivo de levar o Novo Banco à viabilidade a longo prazo", lê-se numa nota enviada pelo seu gabinete à agência Lusa.

No âmbito das regras europeias de ajudas estatais, a Comissão Europeia aprovou esta quarta-feira o auxílio português à venda do Novo Banco, o que vai permitir ao novo proprietário privado avançar com o plano de reestruturação.

O plano de reestruturação implica a redução da dimensão do banco, como "alienação de atividades não principais e outras medidas de redimensionamento". Em junho, tinha 5.321 trabalhadores em Portugal e 385 nas operações no estrangeiro.

O Novo Banco foi criado como banco de transição na sequência da resolução do Banco Espírito Santo (BES) em agosto de 2014.

Depois de a primeira tentativa de venda do Novo Banco ter falhado, no segundo processo o Governo optou pela venda ao Lone Star.

A pensar nas próximas jogadas, o banco liderado por António Ramalho, patrocinador oficial da Seleção Nacional, deu o pontapé de saída de uma campanha digital e impressa que associa o apuramento da 'Equipa das Quinas' para o Mundial 2018 à finalização do processo de venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star.

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