Brasil registra um superávit comercial recorde de US $ 5178 bilhões em setembro

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 5,178 bilhões em setembro, valor 35,8% superior ao alcançado em igual período de 2016, US$ 3,813 bilhões, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Os números foram divulgados, em coletiva de imprensa, nesta segunta (2/10), pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O valor é 47,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado e supera o saldo comercial de todo o ano de 2016, que foi de US$ 47,7 bilhões.

Em setembro, as exportações cresceram 24% sobre igual mês do ano passado, pela média diária, a R$ 59 bilhões (US$ 18,666 bilhões). "(Houve) aumento muito positivo do lado das exportações, crescimento da produção interna e recomposição do preço.

Há um mês, a expectativa era de US$ 48,00 bilhões. Abrão Neto afirmou que as projeções do MDIC para o resultado deste ano, superavitário em US$ 60 bilhões, estão sendo revistas: "Estamos atualizando nossa estimativa e devemos divulgar uma nova projeção em breve", declarou à Agência Brasil. Entre os básicos, foram destaque as vendas de soja em grão (alta de 178,8% na comparação com setembro de 2016) e milho em grão (95,7%).

Por último, o crescimento no grupo dos manufaturados é explicado por maiores embarques de óleos combustíveis, tratores, automóveis de passageiros, máquinas de terraplanagem, veículos de carga, laminados planos, açúcar refinado, óxidos e hidróxidos de alumínio, autopeças, calçados, pneumáticos, motores para veículos e bombas e compressores. "As importações de consumo já vinham crescendo, intermediários também, agora essa alta em bens de capital, a tendência é que a importação continue crescendo".

As compras de bens de capital por importadores brasileiros cresceram 34,5% na comparação com setembro do ano passado. As exportações somaram US$ 18,7 bilhões, frente os US$ 13,5 bilhões das importações.

Ele destacou que também cresceram as importações de bens intermediários, outra categoria ligada ao aquecimento da economia.

As importações também aumentaram, mas a um ritmo mais lento.

Em setembro, quase metade do faturamento externo (8,539 bilhões de dólares) veio de venda de produtos básicos (+36,7%), principalmente soja, minério de ferro, petróleo, carnes e milho.

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