Anuário de Segurança Pública é divulgado; números assustam

Anuário de Segurança Pública é divulgado; números assustam

Em São Paulo, por exemplo, o gasto per capita caiu de R$ 275,85 para R$ 245,69, de 2015 para para 2016. Dos 127 assassinatos em que as vítimas foram mulheres, nenhum deles foi enquadrado com a qualificadora de feminicídio.

Maior corredor de drogas da América do Sul, localizado entre as fronteiras com a Bolívia e o Paraguai, Mato Grosso do Sul é o terceiro estado brasileiro na incidência de tráfico de drogas.

Um estudo, que concentra estatísticas oficiais das autoridades de segurança dos estados número de latrocínios, roubos seguidos de morte, apontou um crescimento de 57,8% em sete anos no país.

O relatório destaca que a letalidade das polícias nos estados aumentou 25,8% em relação a 2015, com 4.224 mortes em decorrência de intervenções de policiais militares e civis.

Em 2015, a taxa de estupros a cada 100 mil habitantes em Rio Branco era de 85,5%. Em 2015, Teresina registrou 189 crimes de estupro, e em 2016 esse número chegou á casa das 226 ocorrências, um aumento significativo de 19,1%, ficando à frente de grandes cidades como João Pessoa, que teve aumento de 2,4%; Fortaleza, que chegou a reduzir o índice em 5,8%; e Curitiba, que também reduziu o número em 8,3% ao longo do último ano. No entanto, em números absolutos, o estado com mais mortes violentas intencionais foi do Rio de Janeiro, com 6.262 mortes em 2016. Considerando as lesões corporais seguidas de morte, também houve aumento de 12,9% no número de ocorrências: de 31 mortes, em 2015, para 35, no ano seguinte.

Para evitar que os índices no Estado disparassem, foi criado o programa MS Mais Seguro que reestruturou as forças policiais e foi responsável pela entrega de mais de 600 viaturas aos 79 municípios, além de veículos e armamentos. Para efeito de comparação, o Rio de Janeiro, ícone da violência no País, apresentou um índice de 37,6 assassinatos por 100 mil habitantes.

Com os números de 2016, o Brasil atinge uma taxa de homicídios de 29,9 por 100 mil habitantes.A violência aumentou em todo o país, contrariando o cenário anterio que mostrava crescimento apenas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

A capital maranhense registrou uma taxa de 49,2 mortes por 100 mil habitantes. Ainda assim, os bandidos não têm se desencorajado.

No mesmo período, o número de violações no Brasil saltou de 47.461 para 49.497. Só a União derrubou em mais de 10% os seus gastos na área, enquanto os Estados diminuíram quase 2% os seus investimentos no setor.

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