AGU tenta derrubar liminar que impede leilão do pré-sal

AGU tenta derrubar liminar que impede leilão do pré-sal

Na madrugada desta sexta-feira, a Justiça Federal do Amazonas suspendeu o processo, após uma ação movida pelo Sindicato dos Petroleiros do estado, que alegava que o leilão lesava o patrimônio público.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco e o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, chegaram ao salão onde é realizado o leilão às 11h25m.

A expectativa era alta.

O sucesso das rodadas reflete as mudanças regulatórias realizadas pelo Governo brasileiro, que tornaram o ambiente de negócios no País mais atraente a empresas de diferentes portes, e a própria atratividade das áreas, uma vez que o pré-sal brasileiro possui um dos maiores potenciais de reservas a serem desenvolvidas no planeta.

As segunda e terceira rodadas de leilão de partilha estão marcadas para hoje (27), quatro anos depois do primeiro leilão, envolvendo a área de Libra e é o primeiro que não contará com a Petrobras como operadora única. Só que logo no primeiro lance, um susto. Os envelopes com as propostas apareceram a partir do segundo bloco.

O leilão ofereceu áreas em que ainda é necessária atividade exploratória e acumulou um bônus de assinatura de mais de R$ 2 bilhões, com uma previsão de R$ 456 milhões em investimentos. Ganhou o consórcio da Petrobras com três multinacionais.

Consórcios liderados pela Petrobras arremataram as áreas de Entorno do Sapinhoá e Peroba, na Bacia de Santos, além de Alto de Cabo Frio Central, na Bacia de Campos. Norte de Carcará acabou nas mãos de gigantes da Noruega, Portugal e Estados Unidos.

Em bônus na assinatura de contrato, o governo vai receber até dezembro R$ 6,15 bilhões, abaixo dos R$ 7,75 bilhões previstos.

"Nós da Petrobrás e os parceiros muito relevantes da indústria, fomos bem sucedidos e estamos bastante satisfeitos", disse o presidente da empresa, Pedro Parente, ao portal Petronoticias.com. Conforme comunicou ao governo, a estatal quer ter ao menos 30% de três dos oito blocos que seriam ofertadas no certame. Mas ele descreve como uma diferença de "dezenas de bilhões de reais".

"O Brasil está de volta ao cenário do mercado de petróleo mundial", comemorou o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone.

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