Agora é o tempo de decidir e de executar

Agora é o tempo de decidir e de executar

No habitual briefing em matéria de incêndios em Portugal, em Carnaxide, a porta-voz da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) disse que quer as vítimas mortais quer os feridos são agora mais: 37 e 71, respetivamente.

António Costa deixou depois também "uma palavra de alento aos mais de 12 mil operacionais que ao longo de todo o dia tentaram travar as chamas e aos mais de 6000 que ainda neste momento estão a travar as chamas".

António Costa encontra-se esta manhã na Unidade de Queimados de Celas dos Hospitais Universitários de Coimbra, onde se encontram alguns dos feridos dos incêndios de domingo e reúne-se depois com autarcas dos distritos de Coimbra e Viseu. Mas há outras dimensões do que temos de fazer: "cuidar dos feridos, recuperar os territórios", apontou António Costa, explicando que "entre hoje e amanhã, vários membros do Governo visitarão todos os concelhos atingidos, para fazer levantamento dos danos e das respostas concretas [necessárias]". "Temos de continuar a responder", ressalvou o primeiro-ministro, sem culpar as mudanças na estrutura da Proteção Civil antes do verão com os graves incêndios que depois devastaram o País. "Houve o tempo de enfrentar as chamas, houve o tempo de fazer o estudo, agora é o tempo de decidir e de executar".

De acordo com o primeiro-ministro, domingo "foi um dia muito difícil", já que se registaram "523 incêndios no conjunto do país e, portanto, os meios foram esticados até aos limites".

"Vamos ter no próximo sábado um Conselho de Ministros onde vamos transformar em medidas o trabalho que foi feita pela comissão técnica independente designada pela Assembleia da República". Na reunião, segundo o gabinete do primeiro-ministro, estarão os presidentes das câmaras da Lousã, Arganil, Góis, Vila Nova de Poiares, Penacova e Lousã.

Depois esteve Oliveira do Hospital com os com os presidentes das câmaras de Oliveira do Hospital, Santa Comba Dão, Tábua e Mortágua.

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