Reformas e concessões são fundamentais para a economia brasileira — BC

Reformas e concessões são fundamentais para a economia brasileira — BC

"Um processo gradual facilita a comunicação e permite o acúmulo de mais evidências sobre o comportamento da economia à época de encerramento do ciclo", afirmou o BC. A maioria espera o fim do ciclo justamente quando a Selic atingir 7%.

Mesmo com essa ponderação, os membros do colegiado concordaram em "sinalizar de forma condicional que, caso a conjuntura evolua conforme o cenário básico do Copom, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, uma redução moderada na magnitude de flexibilização na próxima reunião parece adequada sob a perspectiva atual".

Para os diretores do BC, a política monetária tem flexibilidade para reagir a riscos para "ambos os lados, tanto ao risco de que efeitos secundários do choque de alimentos e propagação do nível corrente baixo de inflação produzam inflação prospectiva abaixo do esperado". No outro lado, há o risco de possível impacto inflacionário de um eventual revés do cenário internacional dentro de um contexto de frustração das expectativas com ajustes e reformas.

Durante o encontro, os membros do colegiado voltaram a debater "os riscos associados ao processo de normalização da política monetária em economias centrais e aos rumos da economia chinesa, com possíveis impactos sobre o apetite ao risco por ativos de economias emergentes".

"Todos os membros do Comitê voltaram a enfatizar que a aprovação e implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal e de ajustes na economia brasileira, são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável", avaliou o Copom. "O conjunto dos indicadores de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Copom mostra sinais compatíveis com a recuperação gradual da economia brasileira", afirma o documento.

Com relação à situação da atividade, o colegiado acredita que "o processo de estabilização da economia se consolidou". "A economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego". A projeção do Copom para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2017 já está em 3,3%, bem abaixo do centro da meta perseguida pela instituição, de 4,5%.

Nesse cenário, a autoridade monetária leva em consideração as estimativas contidas na pesquisa Focus. Na prática, com a Selic a 8,25% ao ano, já não haveria tanto espaço para cair. Depois, a taxa encerraria 2017 em 7% ao ano, segundo 41 casas.

Ller este