R$ 864 mi é propina do quadrilhão do PMDB do Senado — PGR

R$ 864 mi é propina do quadrilhão do PMDB do Senado — PGR

Foram denunciados os senadores Edison Lobão, Romero Jucá, Valdir Raupp e Jader Barbalho, além do ex-senador e ex-presidente da República José Sarney.

Além deles, foram acusados o ex-senador José Sarney (AP) e Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

No total, são mais de R$ 864 milhões em propina, conforme a denúncia.

A acusação aponta crime de organização criminosa, com penas que varias entre 3 a 8 anos e pagamentos de multas.

Segundo o órgão, "as ações ilícitas voltaram-se inicialmente para a arrecadação de recursos da Petrobras por meio de contratos firmados no âmbito da Diretoria de Abastecimento e da Diretoria Internacional, assim como da Transpetro".

Além da pena de prisão, Janot quer que os atuais senadores percam seus mandatos e que todos paguem R$ 200 milhões, metade como devolução de desvios e outra metade como indenização por danos morais. O restante do valor desviado poderá ser cobrado em outros processos, segundo a PGR.

Em nota, Romero Jucá disse que "acredita na seriedade do STF ao analisar as denúncias apresentadas pelo PGR. Janot já está na história como o procurador responsável pela Operação Tabajara da PGR, na qual seu braço direito, Marcello Miller, era o agente duplo que prestava assessoria aos maiores assaltantes dos cofres públicos: os irmãos Batista", diz nota publicada pela assessoria de Jader.

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, representante de Lobão, disse que recebeu com "certa perplexidade" a denúncia.

"Janot já demonstrou que a questão dele é contra os partidos políticos. Esperamos que o Supremo Tribunal Federal não receba essa denúncia", afirmou.

O PMDB também divulgou nota em que afirma que a denúncia "é mais uma tentativa de envolvimento do PMDB e carece de provas por parte do Ministério Público". "Tais denúncias são fundamentadas apenas em delações –como veio a público recentemente– direcionadas e pouco confiáveis", diz o texto.

O G1 não havia conseguido contato com o ex-senador Sérgio Machado até a última atualização desta reportagem. O presidente Michel Temer está entre os possíveis denunciados nesse último grupo.

O esquema também contaria com membros do PP e do PT e teria desviado recursos por meio da Petrobras e da Transpetro. "Assim, decidiram se juntas e dividir os cargos públicos mais relevantes, de forma que todos pudessem de alguma maneira ter asseguradas fontes de vantagens indevidas", escreveu Janot.

Já sobre a Diretoria internacional, ocupada por Nestor Cerveró desde 2003, a PGR denuncia que o executivo, em delação premiada, confirmou que sua indicação se deu por influência do então senador Delídio do Amaral e do governador Zeca do PT. Ele deverá elaborar um voto e submetê-lo a votação na Segunda Turma do tribunal. Compõem o colegiado, além de Fachin, os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

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