Ministro do STF autoriza inquérito contra Temer

Ministro do STF autoriza inquérito contra Temer

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um processo para investigar se o presidente Michel Temer cometeu os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na edição do Decreto dos Portos.

O pedido de investigação foi feito em junho deste ano, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Na semana passada, a Reuters antecipou que o ministro Edson Fachin havia deixado a relatoria desse caso e pedido para que a presidente do STF, Cármen Lúcia, redistribuísse a apuração preliminar aberta.

O novo pedido de inquérito é um desdobramento das investigações que tiveram início com a delação premiada dos executivos da JBS.

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto foi procurada pela reportagem mas ainda não respondeu se o presidente Temer se manifestará. O caso subiu para o STF para apurar possível envolvimento de Temer, então deputado federal, mas foi arquivado pelo ministro Marco Aurélio Mello.Ao reiterar a necessidade da investigação, Janot pede que o novo inquérito seja instaurado e distribuído livremente entre os ministros do Supremo. No sorteio, o escolhido foi Barroso.

Para Janot, a edição do decreto "contemplou, ao menos em parte, as demandas" de Rocha Loures em favor da Rodrimar. Além do presidente, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-RJ) também está sendo investigado.

O nome de "Ricardo" é apontado pela Procuradoria como um dos possíveis intermediários de repasses ilícitos para Temer.

O decreto foi assinado por Temer em 10 de maio para facilitar investimentos privados nos portos. Na conversa ao telefone, o presidente indica o que é uma das principais mudanças previstas no decreto, o aumento para 35 anos de prazos dos contratos de arrendatários, prorrogáveis por até 70 anos. Vai ser assinado na quarta-feira à tarde.

Com a decisão do ministro Barroso, também serão investigados os empresários Ricardo Conrado Mesquita e Antônio Celso Grecco, ambos ligados à empresa. Em outro trecho da conversa, o presidente diz que 'aquela coisa dos setenta anos lá para todo mundo parece que está acertando aquilo lá...'.

Ller este