Miller diz que não atuou no caso da JBS quando era procurador

Miller diz que não atuou no caso da JBS quando era procurador

Miller deixou o escritório em julho. O escritório encaminhou a seguinte nota: "Trench Rossi Watanabe confirma que está auxiliando as autoridades competentes e continua à disposição das mesmas, a exemplo de como tem se portado ao longo de seus mais de 50 anos de trajetória no mercado brasileiro de serviços jurídicos, sempre pautados pela ética e transparência". "Marcello, gostaria de falar com vc, especialmente para te explicar algumas adições que fiz". A advogada Fernanda Tórtima entra na conversa e diz que Sergio Bruno, auxiliar da PGR e o procurador Eduardo Pelella, chefe de gabinete de Janot, tinham conhecimento de que Miller viajaria aos Estados Unidos para tratar de assuntos ligados à JBS.

Por meio de sua assessoria, a advogada Esther Flesch informou que o documento em questão é uma minuta, como se nota pelos campos em aberto no próprio documento. Avise assim que puder falar.

Em seu perfil no Linkedln, Esther ainda aparece associada ao escritório Trench Rossi Watanabe.

As trocas de e-mails dizem respeito a marcação de voos para reuniões, referências a orientações à empresa J&F e inícios de tratativas em benefícios à mencionada empresa, destacou o procurador-geral da República.

A JBS é alvo de investigações envolvendo o banco.

O ex-procurador nunca fez jogo duplo ou agiu contra a lei e não tinha qualquer contato com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nem atuação na Operação Lava Jato desde, pelo menos, outubro de 2016. A suspeita da PGR é que informações importantes tenham sido omitidas nos depoimentos da delação premiada.

Enquanto procurador, nunca atuou em investigações ou processos relativos ao Grupo J&F, nem buscou dados ou informações nos bancos de dados do Ministério Público Federal sobre essas pessoas e empresas.

A defesa de Miller informou à reportagem que só teve acesso ao pedido de prisão da PGR nesta segunda-feira e "está preparando as medidas cabíveis". Em nota, o escritório diz que "está entregando todos os documentos solicitados pela Procuradoria-Geral da República, e os profissionais mencionados nas investigações não fazem mais parte de seu quadro de advogados". A assinatura aconteceu um dia antes do dono do grupo, Joesley Batista, gravar o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu - o áudio abriu caminho para as negociações de delação premiada dos executivos do grupo.

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