Inflação acumulada já é a menor desde o início do Plano Real

Inflação acumulada já é a menor desde o início do Plano Real

Ela ficou abaixo dos 0,24% de julho deste ano e dos 0,44% de agosto do ano passado.

Analistas ouvidos pela Bloomberg esperavam que a produção industrial tivesse um aumento de 0,4% na comparação mensal, e de 1,6% frente ao mesmo mês do ano passado. Em agosto registra alta de 0,21%, no acumulado do ano a alta é de 1,67% para um IPCA geral de 1,62% e nos últimos 12 meses, enquanto o IPCA geral alcançou 2,46%, o item colchão registrou elevação de 3,90%.

"A taxa do IPCA em setembro tem que vir muito baixa, menor ou igual a 0,08%, para manter esse arrefecimento em 12 meses", concluiu Gonçalves. O índice está abaixo do piso da meta de inflação estipulada pelo governo, que é de 3% ao ano (1,5 ponto percentual abaixo do centro da meta, que é de 4,5% ao ano).

Segundo o IBGE, os resultados foram impactados principalmente pela expansão na fabricação de bens de capital - em especial aqueles voltados para o setor agrícola e para a construção - de bens intermediários, de consumo duráveis e de bens de consumo semi e não duráveis, como calçados, produtos têxteis e vestuário. Em agosto de 2016, o índice havia registrado variação de 0,44%.

Os alimentos para consumo em casa recuaram 1,84%, após a queda de 0,81% de julho.

O grupo de alimentos teve queda de 1,07%.

Os principais ganhos de ritmo entre junho e julho de 2017 foram registrados por Bahia (de -8,6% para -6,4%), Espírito Santo (de -6,1% para -4,5%), Rio Grande do Sul (de -0,7% para 0,6%), Região Nordeste (de -2,4% para -1,5%), Santa Catarina (de 1,1% para 2,0%), Mato Grosso (de -6,5% para -5,6%) e São Paulo (de -1,2% para -0,6%). A maior evolução nos preços em agosto foi verificada em Goiás com 1,61%. Na contramão, Salvador (-0,06%), Fortaleza (-0,19%) e Belém (-0,22%) apresentam as taxas mais baixas.

O grupo de despesas comunicação teve uma deflação (queda de preços) de 0,56%. Já no grupo dos transportes, o destaque ficou com as passagens aéreas, que tiveram o maior recuo entre todos os itens pesquisados pelo IBGE: -15,16%.

De acordo com a pesquisa, 14 dos 24 ramos pesquisados tiveram avanços no mês.

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