Geddel pede licença do cargo de primeiro-secretário nacional do PMDB

Geddel pede licença do cargo de primeiro-secretário nacional do PMDB

O delegado da Polícia Federal alegou ao juiz de Brasília que foram encontrados, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, "indícios" de que o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel Vieira Lima, teria envolvimento com os fatos investigados.

A última vez que o deputado marcou presença no plenário da Casa foi no dia 4 de setembro, um dia antes da operação policial que descobriu o "bunker" de Geddel em Salvador. Os trabalhos estão sendo conduzidos por Lázaro Botelho (PP-TO).

Conforme a Constituição, congressistas têm foro por prerrogativa de função e só podem ser alvo de inquéritos criminais que tramitem na Corte. O proprietário, Sílvio Silveira, confirmou, durante depoimento, que emprestou o imóvel a Geddel. Além disso, no local, foi encontrada uma fatura em nome de Marinalva Teixeira de Jesus, apontada como empregada doméstica do congressista.

Na decisão em que envia o caso ao Supremo Tribunal Federal, o juiz Vallisney de Souza Oliveira explica que embora não existam indícios de que o deputado Lúcio Vieira Lima participou do esquema de fraude na Caixa, há "sinais de provas capazes de levá-lo a eventual indiciamento no delito de lavagem de dinheiro".

Ller este